A elite e o dinheiro no Dragão: FC Porto numa Champions diferente

A elite e o dinheiro no Dragão: FC Porto numa Champions diferente
Rui Guimarães

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Arranca esta quarta-feira a edição 2020/21 da Champions, com os dragões a receberem o Elverum, campeão da Noruega, onde este ano joga um dos melhores pontas-direitas da história: o francês Luc Abalo.

Devia ser na Noruega, mas devido à covid-19 e às regras mais austeras naquele país nórdico, a ordem dos jogos inverteu-se e, na quinta-feira, às 19h45, no Dragão Arena, o FC Porto arranca a participação na renovada Liga dos Campeões, com apenas 16 equipas, em vez das 28 das temporadas anteriores.

Manter a ordem do encontro obrigaria os portistas a um período de quarentena de pelo menos dez dias ao entrar no país e só depois poderiam jogar, pelo que, por acordo entre ambos os clubes, a primeira partida é no Porto.

Com apenas 16 clubes, a prova tornou-se verdadeiramente elitista e a presença dos portistas, que estavam em primeiro lugar quando o campeonato passado parou, é também uma sequência lógica do que têm feito na Europa os pupilos do sueco Magnus Andersson: em 2018/19, o FC Porto foi à final-four da Taça EHF e no ano passado ia jogar o acesso aos quartos de final da Liga dos Campeões com o Aalborg, da Dinamarca, com o qual têm saldo favorável no confronto direto.

Voltando a esta temporada, para além dos noruegueses - que este ano contam com uma lenda chamada Luc Abalo (três vezes campeão da Europa, duas do mundo e duas vezes medalha de ouro olímpico pela seleção francesa) -, no grupo dos azuis e brancos estão o PSG, a equipa com o mais alto orçamento na modalidade (17,45 milhões de euros) e que tem jogadores como Mikkel Hansen ou os irmãos Karabatic, mais três campeões europeus - Vardar, da Macedónia, Kielce, da Polónia, e Flensburgo, da Alemanha- e ainda Pick Szeged, da Hungria, e Meshkov Brest, da Bielorrússia.

Este novo FC Porto, que vai disputar uma Champions que em alguns pavilhões terá público e em outros não - dependendo das regras de cada país; Elverum e Kielce, por exemplo, terão adeptos -, é uma equipa com mais soluções. Reforços como o lateral croata Ivan Sliskovic, que passou por Veszprém, Celje e Goppingen, ou o guarda-redes macedónio Nikola Mitrevski, vêm dar mais experiência e profundidade ao plantel, para evitar fragilidades geradas por lesões na luta entre as 16 melhores equipas do mundo.

Prova garante dinheiro em caixa

Para além de ter um novo sistema competitivo - a fase de grupos é disputada a duas voltas e os dois primeiros classificados de cada grupo qualificam-se diretamente para os quartos de final, enquanto os terceiros, quartos, quintos e sextos disputam um play-off e os dois últimos ficam pelo caminho -, esta nova Liga dos Campeões é muito mais atrativa a nível financeiro: cada equipa tem, à partida, garantidos 210 mil euros, correspondentes a 30 mil euros por cada (sete) jogo fora. Depois, nesta primeira fase, cada ponto vale cinco mil euros.