
O chefe de Missão de Portugal aos Jogos Olímpicos Londres'2012 admitiu que a primeira semana de competição trouxe resultados aquém das expectativas, mas salientou que outros foram os melhores de sempre e rejeitou o rótulo de modestos.
"Nem todos os resultados foram os que esperávamos. Salientando aqui o caso do remo, do ténis de mesa e a da ginástica, foram os melhores resultados de sempre nos Jogos Olímpicos. No ciclismo, o segundo melhor de sempre. Apesar de ainda não ter terminado, na equestre estamos a ter um resultado que supera qualquer outro nos últimos 50 anos. No caso da vela, dois barcos ainda a disputar acesso à 'medal race'", disse Mário Santos.
Numa conferência de imprensa de balanço da primeira semana, após a qual Portugal não obteve qualquer medalha e atingiu apenas quatro posições de finalista, ou seja, entre os oito primeiros - João Costa (tiro), equipa de ténis de mesa, Jessica Augusto (maratona) e Pedro Fraga e Nuno Mendes (remo) -, Mário Santos realçou que em muitos casos tratou-se de "verdadeiras semifinais diretas", o que coloca alguns portugueses logo entre os 16 melhores do Mundo.
"No judo, tínhamos expectativas e não se alcançaram, mas convém recordar que alguns foram derrotados por atletas que chegaram às medalhas", assumiu. "Contava ter alguma medalha, mas não podemos contar com elas garantidas. No caso da Telma Monteiro, uma atleta com o 'ranking' dela, tínhamos esperança. Tenho esperança de obtê-la ainda até ao fim", afirmou Mário Santos, remetendo a avaliação dos resultados desportivos de cada modalidade para as respetivas federações.
O responsável disse não partilhar a opinião de Rosa Mota, campeã olímpica da maratona em Seul'1988, que qualificou os resultados obtidos até agora globalmente fracos e modestos.
Mário Santos afirmou que foram transpostas barreiras, tendo presente que "cada vez mais a competitividade é maior, o número de países é maior e o investimento que fazem também".
"Muitos do nossos atletas conseguiram fazer resultados que, nestas circunstâncias, não entendo como modestos. Podem não ser os que queríamos, mas chegar aqui e lutar de igual para igual com os melhores do mundo são resultados que temos de valorizar, e temos de enquadrá-los naquilo que é a nossa realidade, no país que temos e no investimento que faz no desporto e na valorização que lhe dá", sublinhou.
Enquanto presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Mário Santos assumiu o objetivo de ter todas as embarcações nas finais: "Na maior parte delas só entraram 11 ou 12 nos Jogos Olímpicos. É uma modalidade com um sistema de qualificação, além de estranho, muito seletivo. O primeiro objetivo é entrar na final e aí, com o nível que têm demonstrado, tudo é possível, mas passo a passo, sem o primeiro passo não é possível sonhar".
