
O lateral-direito da Seleção Nacional duvida que Cristiano Ronaldo tenha, de facto, dito que faltava qualidade à equipa portuguesa.
A Seleção não tem qualidade, como diz Ronaldo? "Não sei se foram bem essas as palavras dele. Tenho algumas dúvidas... Há dois anos toda a gente dizia que tínhamos muita qualidade pelo Europeu que fizemos. A qualidade não fugiu, não se foi embora. Tentámos lutar, fazer o nosso melhor, mas as coisas não correram bem. Podemos não estar entre as duas três melhores seleções do mundo, mas temos muita qualidade e isso vê-se pelos jogadores e pelos clubes onde jogam".
O apuramento é impossível? "Não é fácil chegar lá. Estamos mentalizados para isso, é quase um milagre o que tem de acontecer. Mas temos de nos agarrar ao fio que nos resta para continuar a trabalhar nestes dias, dar o máximo no jogo com o Gana, tentar a vitória e esperar para ver o que acontece no outro jogo [Alemanha-Estados Unidos].
O insucesso e a condição física: "Não querendo culpá-los, os médicos e os fisioterapeutas sabem mais do que eu sobre esse assunto, eles é que podem responder. Não sei se se trata de estar bem fisicamente... Ninguém está mais triste do que nós. Aconteceram coisas de que não estávamos à espera. No jogo com os Estados Unidos, tivemos hipótese de fazer o 2-0, mas depois aconteceu o que aconteceu. Não sei explicar, há coisas que não têm explicação.
A incapacidade tática e estratégica ou física? "A condição física... Com os Estados Unidos, quando toda a gente nos dava como mortos e acabados, fomos atrás do empate. Não sei se se pode chamar a isso uma recompensa, mas o golo do Varela ainda nos deu um mínimo de esperança. E se estamos mal fisicamente, a verdade é que aos 90 minutos ainda conseguimos ir atrás do resultado para não morrermos logo aqui. Acho que deixámos tudo no campo. As condições climatéricas não são fáceis, há muita humidade e calor, mas isso é igual para as duas equipas, não nos podemos desculpar com isso"
