Aquisição de metade do passe começou ontem a ser discutida com uma reunião entre o empresário Meer Kaufmann e os dirigentes do Vitória. Está tudo muito bem encaminhado
É altamente provável que Henrique Dourado continue no Vitória na próxima época. Se até há pouco tempo a situação era dada como difícil, devido ao elevado preço do passe do ponta de lança, o início das negociações mostrou um cenário diferente. Ontem, o empresário Meer Kaufmann esteve em Guimarães reunido com Júlio Mendes, Armando Marques e Flávio Meireles e ficou estabelecido que o clube vai avançar para a compra de metade do passe. As negociações ficarão concluídas só depois de a época terminar.
A prioridade no negócio é do Vitória e isso é ponto assente. Se a compra da totalidade do passe ficou afastada, a SAD decidiu avançar para a aquisição de metade dos direitos económicos do ponta de lança, ficando a restante metade na posse do Mirassol. O JOGO obteve a confirmação por parte de Meer Kaufmann. "O Henrique está feliz em Guimarães, quer continuar e o Vitória também quer que ele fique. O Vitória vai fazer um esforço para ficar com ele, propondo a compra de metade do passe. Vamos negociar", assumiu o empresário de Henrique Dourado, autor de dez golos. Sem querer falar em verbas, sabe-se que o valor atribuído ao ponta de lança é de três milhões de euros, embora também se saiba que é possível negociar abaixo disso.
Muito requisitado no Brasil, Henrique Dourado tomou a decisão de não querer voltar já ao país de origem, preferindo, aos 26 anos, continuar a jogar na Europa. E se a preferência vai para o Vitória, o empresário aponta que "no futebol tudo pode mudar de um momento para o outro", uma afirmação que serve para deixar a questão em aberto para o caso de um clube europeu decidir avançar para a compra da totalidade do passe, aproximando-se dos tais três milhões.
Como prova da preferência dada ao clube, Kaufmann disse que Dourado recusou ir para a China em janeiro. "Ele nem quis ouvir a proposta, que era tentadora".
