Rogério Micale diz acreditar muito no guarda-redes encarnado e, mesmo depois da derrota no amigável contra a Nigéria, vê o jovem com "domínio" sobre todos os processos
Titular no último amigável da seleção olímpica do Brasil, Ederson está cada vez mais perto de dissipar por completo as dúvidas de Dunga - será este o timoneiro canarinho nos Jogos Olímpicos, a disputar "em casa" - no que diz respeito às três possíveis vagas a ocupar com jogadores acima dos 23 anos. A julgar pelos elogios do técnico Rogério Micale, que orientou a equipa no dito jogo com a Nigéria, a baliza deixou de ser preocupação e, por esta altura, tudo aponta para que Ederson se agarre mesmo a um posto nas Olimpíadas. Não obstante a derrota (1-0) frente à seleção africana, o guarda-redes benfiquista não só ficou isento de responsabilidades como ainda negou dois golos ao adversário, com grandes intervenções.
"Acredito muito nesse jogador. É tranquilo, sabe jogar com os pés, sabe jogar adiantado e tem um domínio sobre todo o nosso conteúdo. Tem mostrado isso no Benfica, sempre que solicitado, e na seleção tem jogado com tranquilidade", analisou Rogério Micale. E se, no início do ano, a Imprensa brasileira ia dando como quase garantido que Alisson (guarda-redes presente na seleção principal) seria um dos três jogadores mais velhos a fazer parte do grupo para a competição a disputar no Rio de Janeiro, a evolução de Ederson veio baralhar, e muito, essas contas. Até aqui, Dunga não vinha encontrando alguém que lhe oferecesse confiança suficiente para assumir a defesa das redes como titular numa prova com esta responsabilidade, mas o "aparecimento" do camisola 1 das águias parece agora libertar mais uma vaga, a gastar com um jogador de campo. Se Miranda (central) e Neymar (avançado) já terão bilhete, o técnico poderá agora optar por eleger ainda Willian, jogador do Chelsea que lhe oferece versatilidade no ataque.
