
O Paços de Ferreira garantiu a terceira vitória consecutiva e pressiona o Rio Ave e o Arouca na luta por um lugar europeu. No Braga, faltou a ambição que Fonseca tinha pedido na véspera.
Impossível começar esta crónica sem destacar um nome: Diogo Jota. O Paços de Ferreira foi um justo vencedor, fez uma grande exibição - provavelmente a melhor da época -, mas voltou a ter no "menino" Jota o fator diferencial. O golo do jovem internacional português foi excelente, mas foi também apenas um dos muitos pormenores de qualidade que ele emprestou ao jogo de ontem. Embalado pelas diabruras do futuro jogador do Atlético de Madrid, o Paços garantiu a terceira vitória consecutiva (todas com golos decisivos de Diogo Jota...) e está a apenas um ponto dos dois concorrentes diretos por um lugar europeu, o Rio Ave (recebe hoje o Benfica) e o Arouca (visita o Marítimo).
Do outro lado, esteve um Braga irreconhecível e que só chegou nos últimos minutos ao jogo. Demasiado tarde. Antes, Paulo Fonseca já tinha optado por deixar Alan na bancada e Aarón no banco para colocar Filipe Augusto numa ala (Pedro Santos e Rafa estão lesionados); não resultou, mas percebeu-se que o problema nem sequer estava ali quando o brasileiro se lesionou e foi obrigado a dar o lugar a Wilson Eduardo (26"). A apatia manteve-se, mesmo que na véspera Paulo Fonseca tenha avisado que não admitiria falta de ambição. Mas faltou. Ambição, atitude, intensidade, criatividade. Na prática, faltou quase tudo.
O Paços é que não se mostrou incomodado com o relaxamento arsenalista: carregou, pressionou sempre alto, construiu várias jogadas de qualidade, marcou um golo, e ainda deixou outros por marcar. A primeira parte foi da equipa da casa, a segunda mais repartida, isto porque o Braga simplificou o processo ofensivo e tratou de jogar mais direto para os dois avançados. Mas, sublinhe-se, sempre sem criar grandes situações de perigo.
Jorge Simão percebeu a perda de agressividade no ataque e lançou Cícero para o lugar de Minhoca. Arriscou os dois pontas de lança, tal como tinha feito com o FC Porto, e voltou a ganhar. O jogo inclinou-se novamente a favor dos pacenses, que só voltaram a sentir algum aperto nos últimos 10 minutos. Nessa altura, sim, o Braga foi intenso no ataque, mas só acabou por criar uma grande oportunidade de golo através de um lance de bola parada (e que enorme defesa de Defendi, aos 86"!). O jogo acabou com os responsáveis do Braga a pedir uma grande penalidade sobre Wilson Eduardo, aparentemente com razão.
