
Quatro golos são já o melhor que fez desde 2011. Mas há mais: esteve diretamente em 44% dos golos
Brahimi encheu o olho logo no estágio inglês, quando se estreou pelo FC Porto, mas foram os primeiros jogos a refinar a sua qualidade. Nesta altura é verdadeiramente decisivo no FC Porto e até nem é o hat trick ao BATE Borisov que o diz. É claro que o último foi o melhor jogo do argelino, mas há vários que o êxito do FC Porto tem os alicerces no médio, que tão depressa encanta ao centro como a extremo. Dos últimos 12 golos da equipa, Brahimi esteve em oito: marcou quatro, assistiu dois, ganhou um penálti e construiu a jogada contra o Moreirense que terminaria no centro de José Ángel para Jackson. Se quisermos subtrair este lance (que é de génio) a preponderância não se apaga: esteve em 44% dos 16 golos portistas. Isso mesmo. Nem Jackson o conseguiu em qualquer das épocas anteriores.
O rendimento de Brahimi é, à razão, seis vezes superior ao da última época, no Granada. Isto porque já superou a participação direta em golos da equipa com um sexto dos jogos disputados. "No primeiro ano ainda foi pior. Nem marcou", recordou a O JOGO Lucas Alcaráz, treinador que o contratou ao Rennes. "Quando chegou era muito curvo. Perdia-se muito em habilidades. Em Espanha aprendeu a ser mais vertical, mais objetivo, muito por culpa do contexto em que jogava. É natural que isso aumente em Portugal, tendo em conta que o FC Porto joga mais próximo da baliza dos adversários", continua a explicar. "As assistências são mais fáceis ainda de justificar pela qualidade dos jogadores da frente do FC Porto", continuou. Mas nem tudo é mérito dos companheiros. Na seleção, por exemplo, só se estreou a marcar em maio de 2014, um ano depois da estreia. E neste par de meses já leva dois golos e três assistências para os companheiros.
Apesar do volume de ataque do FC Porto, Brahimi nem remata mais do que fazia no Granada. Contra o BATE Borisov atirou quatro vezes à baliza - na primeira jornada da Champions mais só Hulk (cinco) fez mais e Nani igual - mas a média pelo FC Porto é de "apenas" 1,7 remates por jogo, exatamente a mesma de 2013/14, no Granada. Melhorou a definição e, no fundo, concretizou a promessa feita em Lille, à data do primeiro jogo europeu do FC Porto: rebentar com a sua própria estatística individual.
