Depois da SAD, foi a vez de o clube ver aprovada a proposta de um novo PER para solucionar o pagamento das dívidas
Depois de terem apresentado dois planos semelhantes relativos às contas da Sociedade Anónima Desportiva (SAD), desta vez, os responsáveis do Vitória de Setúbal viram aprovada pela Assembleia de Credores a proposta de um PER em nome do clube. Em causa estão mais de 23 milhões de euros de dívidas.
De acordo com os responsáveis sadinos, quer o PER da SAD quer este pelo qual responde o clube são importantes para travar processos judiciais relativos a dívidas. Além disso, acreditam que servirão como uma espécie de auditoria das dívidas existentes. A partir daqui, sabem, exatamente, o que reclamam os credores e abre-se uma oportunidade de renegociação para reduzir, ao máximo, os valores em causa, com a garantia de que não haverá surpresas nas contas do clube, no futuro.
O JOGO apurou que o principal credor é a Parvalorem, empresa estatal encarregue de absorver crédito mal parado, que tem para receber cerca de 54 por cento do capital da dívida. Na listagem de 59 credores registados na Relação Provisória, destacam-se a Autoridade Tributária e a Segurança Social, que reclamam cerca de quatro milhões de euros que os sadinos pretendem pagar em 150 prestações. No que respeita às entidades bancárias, os valores rondam os dois milhões de euros.
Quanto à forma de pagamento aos credores laborais, foi garantido um período de carência de seis meses com a promessa de regularização da divida em 36 prestações mensais. Refira-se também que, no rol das dívidas, quem assume o estatuto de credor com créditos garantidos poderá agora ver a regularização efetuada numa base de 36 meses de carência, sendo que 50 por cento do montante será diluído em 144 prestações e o restante no final deste prazo, ou seja, dentro de 15 anos.
Quanto aos créditos comuns, a proposta agora aprovada requer um perdão de 60 por cento da dívida, assumindo que os restantes 40 por cento serão liquidados, após 36 meses de período de carência, em 120 prestações.
Assim, fica caminho aberto para que o clube encontre solução para fazer face às dívidas acumuladas ao longo dos anos.
