
Taxa de utilização e influência dispararam: em relação a 2012/13, o médio dribla a falta de "cabedal" e tem quase três vezes mais jogos, além de mais minutos, golos e assistências
À procura da sua afirmação de leão ao peito, André Martins pode encontrá-la a qualquer virar de esquina durante a caminhada de 2013/14, tamanha a diferença de rendimento em comparação à época anterior por esta altura. Pela mão do treinador Leonardo Jardim, a produtividade e, por consequência, a motivação do atleta nascido em Santa Maria da Feira subiram exponencialmente, ou não tivesse a assiduidade do médio quase triplicado à passagem da 12ª ronda da I Liga. Se no ano passado o internacional A português tinha quatro encontros de campeonato até aqui, agora tem onze e os 853 minutos contabilizados nesta temporada contra os magros 217 de 2012/13 falam por si - além de dois golos e duas assistências conseguidas. No desastre leonino que foi a pretérita época, o camisola oito tinha um só passe para golo (ver mais informação no quadro em anexo nesta página).
O centrocampista formado pelo Sporting, de 23 anos, protagonizou em Barcelos uma das mais afirmativas exibições da temporada, faltando-lhe o golo para discutir com Montero quem foi melhor entre verdes e brancos na casa do Gil Vicente. Mais solto e influente na dinâmica da equipa sobre o sector intermédio, uma das armas do oito para o pulo na produtividade passa por fintar a falta de envergadura física e assim mostrar a importância bastante para emprestar a sua valia a um Sporting líder da I Liga.
Numa visão distanciada no coração, mas próxima em análise, Diamantino Miranda, ex-internacional luso que brilhou no Benfica, relembra a O JOGO: "Vi o André quando foi emprestado ao Pinhalnovense, onde se destacava. Voltou ao Sporting mais maduro, consolidando-se agora apesar da falta de robustez. A sua exibição em Barcelos 'pede' uma afirmação a titular." Por sua vez, Jean-Paul, ex-diretor técnico da Academia leonina, acompanhou o médio durante a sua formação e no período em que foi emprestado a Belenenses e Pinhalnovense (2010/11), observando: "A transição para sénior revelou-se difícil, mas foi possível recuperá-lo. Expressão disso foi a sua chamada à Seleção já com Paulo Bento, além da utilidade e importância no Sporting de hoje."
