João Mário é intocável

Termómetro: de acordo com 33,3% dos adeptos consultados, a SAD leonina deve resistir ao assédio de grandes clubes europeus ao médio e fazer um esforço para o manter em Alvalade

Alvo do interesse de grandes emblemas europeus, com Manchester United, PSG e Inter à cabeça, João Mário tem sido um dos ativos do Sporting mais cobiçados neste defeso, mas na opinião de 33,3% dos adeptos consultados pelo Termómetro de O JOGO, o camisola 17 merece o estatuto de intocável no projeto desportivo do clube lisboeta. Apesar dos números tentadores que têm vindo à tona, a SAD leonina - que, como o nosso jornal oportunamente noticiou, tem remetido os interessados para a cláusula de rescisão de 60 milhões de euros - é "aconselhada" pelos adeptos a pensar noutras vias de realizar o necessário encaixe financeiro.

Autor de 31 golos em 46 jogos disputados em todas as competições, Slimani recolheu 28,6% dos votos dos participantes no Termómetro e ocupa o segundo lugar do ranking de intransferíveis, atrás de João Mário. Ciente da admiração, ditada pela sua eficácia, que o argelino suscita entre o universo sportinguista, a SAD está disposta a aumentar substancialmente o seu vencimento para o segurar em Alvalade, mas o cenário de transferência para Inglaterra, onde Leicester e Tottenham continuam empenhados na sua contratação, ainda está longe de ser descartado.

Convocados por Fernando Santos para defender as cores de Portugal no Europeu, onde terão a oportunidade de se valorizar aos olhos dos grandes tubarões europeus, Rui Patrício (16,4%) e William Carvalho (11,8%) são encarados pelos adeptos consultados pelo estudo de opinião como jogadores cujas eventuais transferências, e consequentes bons encaixes financeiros, poderiam ajudar à continuidade dos intocáveis João Mário e Slimani.

Face a um cenário de obrigatoriedade da venda de um dos pesos pesados do plantel, o capitão Adrien acabou escolhido pelos adeptos como a peça mais "descartável". Apesar dos 41 jogos disputados na última época e de toda a sua importância para o grupo, sublinhada diversas vezes por Jorge Jesus, o camisola 23 recolheu apenas 9,9% dos votos e teria a porta aberta para sair caso a sua venda servisse para "defender" a continuidade de um dos quatro colegas acima mencionados.