Esquerdinos vingam à leão

Desde Mário Jorge, nos últimos 37 anos, foram 13 canhotos a subir da formação à equipa principal. Segue-se Iuri

Há um histórico grande número de esquerdinos oriundos dos escalões de formação a chegar à equipa principal do Sporting. Desde que Mário Jorge - o antecessor canhoto açoriano de Iuri Medeiros, o homem que se segue - se estreou em 1979/80 de leão ao peito, foram 13 os esquerdinos que chegaram à equipa principal do Sporting desde as camadas jovens. Depois do ala, natural de Ponta Delgada, surgiu na equipa de Alvalade um outro extremo-esquerdo repentista, explosivo, imprevisível: Paulo Futre.

Mas desde laterais-esquerdos de grande pendor ofensivo, como Fernando Mendes, Paulo Torres, Nuno Valente ou André Marques, a extremos que sucederam com maior ou menor sucesso a Mário Jorge e Futre, como José Lima ou Porfírio, passando por virtuosos como Dani ou geómetras que desenhavam a construção de jogo da equipa com o pé esquerdo, como Hugo Viana ou, mais tarde, Miguel Veloso, foram vários os canhotos "nascidos", criados e firmados em Alvalade. Muitos deles com crivo internacional pela Seleção Nacional, como é o caso de Rui Patrício, único representante dos esquerdinos leoninos atualmente a jogar por Portugal.

Matheus Pereira é o mais recente exemplar de canhotos formados nos escalões jovens do clube a chegar à equipa principal, mas ainda não se afirmou em pleno. Chegou a vez de Iuri Medeiros.