Villas-Boas é um alvo difícil

Luís Castro, que lidera a II Liga com a equipa B portista, poderá ser solução até final da época caso não seja possível contratar já um técnico que reúna consenso para um futuro mais largo

André Villas-Boas é o preferido dos adeptos do FC Porto para suceder a Julen Lopetegui e um dos vários nomes de possíveis sucessores que circularam ontem. Segundo o que O JOGO apurou, Nuno Espírito Santo, outro deles, não é hipótese para o banco dos portistas. O mesmo se aplica a Jesualdo Ferreira, que também chegou a ser apontado como hipótese. André não é, porém, um alvo nada fácil, pois tem contrato com o Zenit e o clube russo joga, em pouco mais de um mês, os oitavos de final da Liga dos Campeões, contra o Benfica. Além disso, o treinador terá mostrado vontade em descansar no final da temporada e só um apelo ao coração, numa linha direta com Pinto da Costa, poderia mudar isso. Dada a complexidade desse processo, Marco Silva aparece como alternativa muito bem cotada. A SAD informou-se e ficou a saber que o treinador do Olympiacos não quer voltar a Portugal antes de terminar a época na Grécia, mas admite regressar em junho, caso o FC Porto pague ao Sporting a indemnização que lhe é devida. Em ambos os casos, Villas-Boas e Marco Silva, dá-se a coincidência de Carlos Gonçalves ser o empresário.

Enquanto não refina a escolha e decide se está disposta a esperar pelo treinador "ideal" até junho, a SAD tem Luís Castro de reserva. O treinador dos bês, que lideram destacados a II Liga, poderá assumir o comando técnico da equipa principal até final da época, caso não seja encontrada outra solução que mereça unanimidade para um futuro mais largo nos próximos dias. Mas isto, claro, terá condições. E será desafiante encontrar alguém com o perfil ideal, que esteja disposto a assumir o risco de pegar numa equipa em crise, que poderá chegar ao fim da época sem troféus. Para já, Rui Barros deve dirigir a equipa no dérbi com o Boavista. Depois, a SAD terá de decidir.