"Título? Não quero ser queixinhas"

"Título? Não quero ser queixinhas"
Carlos Gouveia

Há uma semana, José Peseiro considerou que o FC Porto estaria na luta se não fossem os erros dos árbitros. Ontem, evitou esse discurso para não se tornar repetitivo. Reviravoltas são sinal de força

José Peseiro considera o dérbi de amanhã uma rampa de lançamento para o Jamor. Por isso, quer ganhar para elevar os níveis de confiança da equipa, frente a um vizinho que também não luta por nada no campeonato.
Termina o campeonato com o Boavista. Como perspetiva o jogo?
-É um dérbi entre duas equipas que já não têm nada a disputar, mas é um jogo importante. É uma responsabilidade fazer um bom jogo e vencer contra uma equipa que é a quinta com menos golos sofridos, que recuperou de uma posição delicada e que demonstrou o seu potencial nas últimas jornadas. Queremos melhorar a nossa qualidade, dar mais tempo de jogo aos jogadores que recuperaram de lesões e melhorar a organização e capacidade coletiva. Queremos vencer e jogar bem para melhorarmos a nossa qualidade para o outro jogo.
Será um ensaio geral para a final da Taça ou vai rodar jogadores?
-Todos os dias ensaiamos os jogos que temos e também a final. Os jogadores, todos os dias, têm de dar o seu melhor para melhorar a nossa qualidade de jogo. Neste momento temos mais mais tempo e os jogadores todos à disposição para que isso aconteça. Todos os dias são de ensaio. Jogamos sábado e o onze não será o mesmo porque, por exemplo, jogará o Casillas já que o Helton estará na final. Verão qual será o onze, dentro da gestão emocional, física, técnica e tática. Todos esses fatores são determinantes para o sucesso. Temos vindo a gerir isso para estarmos top depois de amanhã [amanhã]. E jogando bem o nível de confiança sobe mais para concretizar o objetivo mais importante, sem descurar o próximo jogo. Mal será se alguém não der o máximo no sábado. Porque é dando o máximo que vamos consolidar ainda mais os nossos processos e a capacidade para o jogo decisivo da época.
Já conseguiu várias reviravoltas no marcador. É um sinal de força da equipa?
-As reviravoltas têm coisas boas e menos boas. Boas porque dão imagem da capacidade de luta, de superação e de confiança da equipa. Já aconteceu mais do que uma vez e noutras não foi por nossa responsabilidade que não aconteceram. Mas também significa que estivemos a perder e que sofremos golos... Queremos manter a capacidade de superação, não baixando a nossa confiança nem perturbando a nossa qualidade de jogo por sofrer golos.
O Sporting seria um justo campeão como Pinto da Costa disse?
-Já respondi a isso. Se responder vou falar na mesma coisa e ainda dizem que sou calimero e queixinhas. Ou outra coisa qualquer. O que falei foi a realidade e vocês demonstraram isso nos comentários aos jogos.
André Silva tem sido a aposta nos últimos jogos, mas no mais difícil, com o Sporting, jogou Aboubakar. É um sinal de que será ele na final da Taça?
-Temos três pontas de lança e depois verão quem vai jogar.