Promessas de explosão depois da aprendizagem

Promessas de explosão depois da aprendizagem

A grande exibição frente a Portugal mostrou que Herrera pode fazer muito mais na próxima época. "O primeiro ano foi de aprendizagem", reconheceu

Do jogo entre Portugal e o México, e para além da vitória da Seleção Nacional, sobrou outro facto difícil de contrariar: Héctor Herrera foi um dos melhores jogadores em campo e, mais do que isso, provou que na última época, a primeira na Europa, esteve longe de mostrar tudo aquilo que é capaz de fazer. No jogo da madrugada de ontem, o mexicano esteve perto de marcar por mais do que uma vez - só Eduardo foi capaz de evitar os golos -, mas esses até foram apenas pormenores de uma exibição que valeu muito mais do que remates perigosos. Há uns meses, duvidava-se que Herrera pudesse estar no Mundial, hoje ninguém arrisca a colocá-lo fora do onze inicial do México. No final do jogo com Portugal, fez-se a pergunta que se impunha: será que os adeptos do FC Porto vão ter a oportunidade de ver no Brasil o melhor de Herrera, que raramente apareceu em Portugal? O médio respondeu. "Até acho que tive uma época boa... Apesar de, obviamente, não ter sido o ano que todos queríamos. Quando não somos campeões, e no FC Porto estamos habituados a ganhar, nunca podemos dizer que tivemos uma boa época. No entanto, sinto que estamos no bom caminho. A nível pessoal, também estive num período de adaptação, que correu bem."

A promessa, agora, é fazer mais e melhor na próxima temporada, não só a nível individual, mas sobretudo em termos coletivos. "Na última época, perdemos muitos pontos fáceis, contra equipas mais pequenas a quem tínhamos de ganhar", recordou. No regresso ao presente, fica outra dúvida: por que motivo é o Herrera de seleção tão diferente daquele que jogou no FC Porto? Para começar, há a questão tática; nesta última partida frente a Portugal, jogou como médio-interior-direito em 3x5x2 (ou 5x3x2). Ou seja, com três defesas-centrais e um médio-defensivo atrás dele, e uma total liberdade para fazer aquilo que melhor sabe: esticar o jogo da equipa até à área adversária.

Até pela exibição da madrugada de ontem, Herrera espera ser recompensado com a titularidade no arranque do Mundial, que se fará com um jogo frente aos Camarões. "Sempre acreditei que podia ajudar a minha seleção, mas não sabia que ia chegar a esta altura como titular. Mas depois de estar aqui, temos de trabalhar no duro para ganhar o lugar. E é isso que tenho feito. Estou a realizar exibições capazes de conquistar a confiança do treinador. Sinto que estou no bom caminho na luta por um lugar no onze inicial e espero jogar no Mundial", acrescentou o camisola 6 da "tricolor".