Revolução em curso

Pinto da Costa tem a resposta para a sucessão técnica e esse é o ponto de partida para uma mudança profunda no plantel. O que será diferente em 2014/15...

A temporada do FC Porto será, independentemente do que acontecer nas taças nacionais, uma desilusão. Concluí-lo é apenas interpretar aquilo que Pinto da Costa disse a O JOGO em finais de março, após a vitória sobre o Benfica na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. "Aqui, boa época é ganhar a Liga ou uma prova internacional", balizou, nomeando precisamente os dois troféus que deixaram, nos últimos dias, de estar ao alcance dos dragões. Mais do que analisar as causas do insucesso, importa pois antever a reação ao mesmo.

Há um ciclo (com três campeonatos e uma Liga Europa pelo meio) que se está a fechar e a pergunta que ressalta de Sevilha é clara: agora, quem inicia o próximo? As respostas estão a ser procuradas por Pinto da Costa e Antero Henrique há já algum tempo e a questão da liderança técnica parece fechada, o que indica que o processo está a começar pela base. "Tenho as minhas ideias, que seguirei na altura própria", disse o presidente, insinuando que a escolha está feita, mas que não será revelada até final da época. Seria, contudo, e com os dados atuais, uma enorme surpresa que a solução passasse pelo reforço da aposta no "interino" Luís Castro. Marco Silva é um nome recorrente há meses e Fernando Santos, selecionador grego em final de contrato, é um rumor que tem crescido e que já circula até pela Imprensa helénica.

Definir o treinador tem, obviamente, especial relevância. Por exemplo, foi depois dos últimos terceiros lugares na Liga que o FC Porto apostou em José Mourinho e em Villas-Boas, com os resultados que se conhece. A revolução será, porém, mais alargada, porque o plantel vai sofrer mudanças muito relevantes. Em quantidade e em qualidade.

À saída de peças-chave, a SAD terá de responder com escolhas certeiras para chegar e jogar. É que a disputa do play-off da Champions (a confirmar-se o terceiro lugar) obriga o FC Porto a ter a máquina pronta em meados de agosto, retirando margem de erro a boa parte das contratações. O plantel, num sentido mais alargado, conhecerá alterações profundas. Há jogadores que não convenceram e estarão no mercado e o fluxo de entradas e saídas será grande. Da baliza ao ataque. Há um ciclo novo que está a ser projetado nos gabinetes para chegar aos relvados em agosto e entre as várias dúvidas sobressai uma certeza: o FC Porto vai mudar. E muito.