Banco foi estratégico na gestão de Quintero

Banco foi estratégico na gestão de Quintero

Evolução do colombiano foi "travada" por Luís Castro, que, sem nada a ganhar, preferiu salvar-lhe a aura. Até Mikel e Tozé foram titulares...

Para o FC Porto, a época terminou depois de eliminado da Taça da Liga pelo Benfica. Nos dois jogos seguintes (Olhanense e outra vez Benfica), entre lesões, castigos e opções, Luís Castro mudou radicalmente os onzes apresentados, tendo até espaço para ver dois "miúdos" da equipa B: primeiro Tozé, anteontem Mikel. Sem Josué em Olhão e Fernando e Carlos Eduardo anteontem, estranhou ver de novo Quintero no banco de suplentes, vários jogos depois do regresso à condição de promessa, sustentado, por exemplo, nos três golos em que participou contra o Rio Ave, antes da série de jogos previamente referida. A decisão tem o cunho de Luís Castro e obedece a uma lógica: numa época muito má para quase todos, é preferível manter a chama em volta do jogador do que "destruí-lo" à sombra dos maus resultados e desempenhos. Ou, de outra forma, é preferível que os adeptos e o mundo do futebol tenham sobre Quintero a imagem do jogador que entra para mexer com o jogo, e não a do jogador que sai sem conseguir carregar a equipa. Quintero está a ser protegido, especialmente nos jogos contra defesas mais fechadas, como foi o caso do Olhanense.

A larga maioria dos reforços desta época do FC Porto foi uma desilusão. A SAD acredita que, em larga parte, por culpa da conjuntura coletiva. Quintero é, pelos fogachos de qualidade que foi mostrando, um dos que melhor escaparam. E o treinador cessante não quis que isso mudasse e assumiu a responsabilidade de o entregar a Lopetegui praticamente intacto no que respeita ao moral e confiança. Daí o banco de suplentes. Para o proteger dos erros, dos maus resultados e o lançar em 2013/14 com a mesma aura e, já agora, como um projeto mais maduro e melhor trabalhado, algo que a necessidade de mostrar serviço imediato podia desfazer.

Com Luís Castro, Quintero retomou a condição de promessa. Paulo Fonseca elevou-o a tal e até lhe prometeu a titularidade indiscutível "mais cedo ou mais tarde." Nem cedo, nem tarde; o colombiano foi caindo na sua consideração e em novembro, depois de um jogo como titular, falhado ao nível da exibição, em Coimbra, quase desapareceu completamente do mapa portista. A mudança técnica foi, para Juanfer, uma lufada de ar fresco: só falhou a entrada numa partida e quase sempre foi primeira opção vinda do banco de suplentes. Como nos dois últimos jogos.