Dublin: só Helton e Varela resistem

Dublin: só Helton e Varela resistem
Bruno Filipe Monteiro

Cumprem-se hoje cinco anos desde a última conquista europeia do FC Porto. Do plantel atual, só dois estiveram no triunfo (1-0) frente ao Braga

18 de maio de 2011. A data está gravada na história do FC Porto e tem igualmente um lugar de destaque no museu do clube, onde figura acompanhada por uma réplica do troféu da Liga Europa e ainda da baliza onde Falcao, ao minuto 44, num voo de cabeça indefensável para o guarda-redes arsenalista (Artur), fez o golo decisivo do jogo. Hoje cumprem-se precisamente cinco anos desde essa vitória, a quinta na Europa e a sétima internacional do historial dos dragões, alcançada à custa do Braga.

Foi o momento alto de uma temporada recheada de conquistas - o campeonato já tinha sido confirmado e quatro dias depois viria a Taça de Portugal - e colocou o nome de André Villas-Boas e de vários jogadores no radar de emblemas mais endinheirados do futebol europeu. Volvidos cinco anos desde o triunfo na Liga Europa, na primeira (e única) final europeia cem por cento portuguesa até ao momento, Helton e Varela são os únicos que sobreviveram à lei do mercado.

O guarda-redes e o extremo foram titulares no jogo com o Braga e o primeiro acabou por revelar-se tão importante como Falcao para a obtenção do triunfo, uma vez que, já na segunda parte, negou, com o pé direito, um golo cantado a Mossoró. Todos os outros partiram para outras paragens e alguns saíram logo no final da época.

A razia começou com o treinador, André Villas-Boas, que não conseguiu resistir ao milhões do Chelsea. Seguiram-se Falcao, Rúben Micael, Guarín (o autor da assistência para o golo decisivo), Hulk, James ou João Moutinho. E todos representaram encaixes financeiros significativos para a SAD liderada por Pinto da Costa. Sem contar com as quantias recebidas nos empréstimos de alguns atletas, entraram mais de 247 milhões de euros nos cofres dos portistas com elementos desse grupo, no qual também figurava o último treinador a conduzir o clube ao título nacional: Vítor Pereira (era adjunto de AVB). E com as voltas dadas entretanto dadas por todos, há jogadores espalhados por campeonatos de três continentes: Europa, América e até Ásia.