Despedida cinzenta

António M. Soares

Dragões fecharam sem brilho uma época para esquecer, limitando-se a cumprir na festa em Oliveira do Douro, que vibrou com a inauguração

Um misto de jogadores da equipa principal e vários da equipa B representaram o FC Porto, ontem, em Oliveira do Douro, na inauguração do novo estádio do emblema de Vila Nova de Gaia. O campo sintético acabou por ajudar a meter intensidade no jogo, com a bola a circular com mais velocidade e a obrigar a jogar a um ritmo mais elevado. O FC Porto não precisou de muito tempo para tomar a iniciativa do jogo, perante um adversário que foi perdendo o respeito com o decorrer do tempo. Gleison e Cláudio criaram os primeiros lances de perigo. Marega falhou um par de oportunidades, isto quando José Sá já tinha feito uma grande defesa a remate de Lutchinho (17"). Pelo meio, Cláudio fez o primeiro golo na sequência de uma jogada individual. O segundo demorou cinco minutos e foi a vez de Rodrigo marcar, numa jogada de insistência. O intervalo fazia-se anunciar, quando José Sá fez um autogolo ao socar a bola ao poste antes de entrar, caricaturando aquela que tem marcado a imagem do FC Porto em boa parte da época.
Na segunda parte, Peseiro foi mexendo na equipa, o jogo ficou mais dividido, com o perigo a surgir nas duas áreas e com os guarda-redes em evidência. Caio mal ocupou o lugar na baliza portista e foi mesmo obrigado a defender para canto um remate perigoso de Pedrinho (75"). André Silva - muito aplaudido quando entrou - serviu Leonardo (77"), que cabeceou para as mãos do guarda-redes adversário. Pité (78") tentou alvejar a baliza, sem sucesso. O FC Porto terminou a dominar, mas sem materializar o domínio em golos.