Rodrigo e Garay querem Inglaterra

Torcem o nariz ao Zenit. Russos não desistem de levar os dois jogadores, mas o Arsenal convence mais o avançado e o Manchester United está em cima de El Negro.

Rodrigo e Garay são alvos de forte assédio do Zenit - os russos já apresentaram proposta ao Benfica na casa dos 50 milhões de euros pelos dois jogadores, acenando ainda com o passe do central Neto -, mas nem o argentino nem o hispano-brasileiro estão para já inclinados a rumar ao leste europeu. Ao que O JOGO apurou, ambos têm em mãos ofertas de Inglaterra, que consideram mais atrativas em termos de projeto desportivo. A Rodrigo, é o Arsenal que mais procura fechar o cerco, enquanto o Manchester United lança a rede a Garay.

Do ponto de vista da SAD, as ofertas britânicas são menos vantajosas, por serem mais baixas do que a apresentada pelo Zenit. O problema é que nenhum dos dois jogadores está neste momento sensibilizado a rumar a São Petersburgo, sabendo estar aberta a janela da Premier League. No caso de Rodrigo, é também o seu pai e empresário, Adalberto Machado, a corroborar a vontade do jogador de não rumar para uma liga menos competitiva - já para não falar na sempre complicada adaptação climática -, até porque, aos 22 anos, tem em mente o salto para a principal seleção espanhola, depois de já se ter notabilizado como melhor marcador da história dos sub-21 do país vizinho.

Para El Negro, o caso não é muito diferente. A componente desportiva é privilegiada neste momento da sua carreira, pois o central quer garantir não só a presença como a titularidade no Mundial'2014 (ver peça à parte). Na Luz, Luís Filipe Vieira até já tinha acertado agulhas com os russos no que a valores diz respeito, mas acaba então por ver as negociações travadas pela atual nega dos craques, que veem com muito melhores olhos a viagem para a Premier League, e ainda por cima para clubes de nomeada, como são o atual líder da prova e o campeão em título. O Zenit poderá, todavia, contar com um trunfo na manga, com o aumento das propostas salariais para os jogadores. Nesse caso, como em tantos outros, poderão ser os (muitos) euros a falar mais alto.