Carvalho quer cortar dois milhões em salários

Carvalho quer cortar dois milhões em salários

Com reestruturação dos recursos humanos

A reestruturação de recursos humanos que está a ser levada a cabo pelo presidente do Conselho Diretivo, Bruno de Carvalho, e a sua equipa dirigente, visa, sabe O JOGO, reduzir em cerca de 2 milhões de euros anuais a massa salarial entre SAD e clube. Com efeito, encetados os primeiros contactos com alguns funcionários, casos dos nomes noticiados oportunamente - Manuel Fernandes, Luís Vidigal, Hugo Porfírio, Jean-Paul, Diogo Matos, Pedro Cunha Ferreira, Pedro Sousa, Maurício do Vale, Mário Patrício, Mário Casquilho e José Diogo Salema -, Bruno de Carvalho irá manter conversas individuais com mais colaboradores do clube e da SAD nos próximos dias, sendo que as rescisões contratuais vão incidir sobretudo no clube, já que, mesmo não contando com os jogadores profissionais, a SAD tem funcionários melhor remunerados.

Em termos monetários, o corte na massa salarial será na ordem de um milhão de euros por ano no clube e outro tanto na SAD, apesar de, na sociedade anónima, o número de funcionários a dispensar ser mais reduzido, por representarem maiores encargos em termos de vencimento. Os processos serão analisados individualmente e não existe nenhum valor indemnizatório estipulado para os funcionários, dependendo o montante de compensação do enquadramento legal da relação entre cada funcionário e o Sporting. O desejo do presidente Bruno de Carvalho é o de concluir a reestruturação de recursos humanos até ao final da época, ainda que seja expectável que alguns casos específicos ultrapassem esse prazo, por via das implicações legais que possam surgir no decurso do processo.

Recorde-se que a redução drástica de custos foi uma das obrigações já definida entre a anterior Direção, liderada por Godinho Lopes, e os parceiros e credores financeiros do clube - Banco Espírito Santo (BES) e Banco Comercial Português (BCP) -, no âmbito das negociações da reestruturação financeira do clube e SAD, que agora conheceram alguns acertos com o princípio de acordo assinado pelas mesmas instituições e o elenco comandado por Bruno de Carvalho, que pretende limitar os gastos operacionais a 60% dos rendimentos estimados no período de dois anos.