"Quem falou comigo foi o Bruno Lage e não eu com ele"

"Quem falou comigo foi o Bruno Lage e não eu com ele"

Conferência de Imprensa de Fernando Santos, selecionador nacional, de antevisão ao jogo com o Luxemburgo, sexta-feira, em Alvalade

Alvalade com lotação esgotada e mensagem aos adeptos:

"Como sempre, é um orgulho para nós - equipa, treinador, técnicos, federação - ter sempre os estádios cheios, com o público a apoiar e em sintonia com a Seleção. Sempre se falou no 12.º jogador e esse é o publico, o seu estado de apoio total. Nem me atrevo a fazer apelo ao público. A sua presença será de apoio forte, com toda a sua força, para alcançarmos a vitória frente ao Luxemburgo."

Ausência de William Carvalho

"É uma ausência e ponto final., O que interessa agora são os disponíveis, uma estratégia certa, a confiança nos que estão, no que vai chegar [André Gomes] que é outro que podia estar entre os convocados iniciais. Falar de quem não está não serve para nada e não vai ajudar à vitória."

Conversa com Bruno Lage, treinador do Benfica, sobre Rafa?

"Estamos a falar de de situações sobre nada do que estou aqui a fazer, mas pronto. Quem me falou comigo foi o Bruno Lage, e não o contrário. Foi ele que teve essa atenção. É assunto encerrado. Quem decide sobre a condição dos jogadores é a equipa da Unidade de Saúde e Performance da FPF. São eles que dizem se os jogadores estão bem ou não. E só tomo as minhas decisões baseado neles e em mais ninguém."

Sobre o adversário Luxemburgo

"Há dias, lancei o desafio para verem Luxemburgo. Pelos resultados, permite-se essa análise [adversário fácil], mas não pelos jogos que fazem. Quando perdeu por 2-1, depois dos 90 minutos, graças a um autogolo quando podia ter ganho... Acho que foi um resultado injusto e com muita felicidade da Ucrânia, o que mostra o valor da equipa luxemburguesa. Os meus jogadores visualizaram um outro jogo, o Ucrânia-Luxemburgo, cujo resultado foi 1-0, uma derrota após um golo anulado. O Luxemburgo consegue defender bem, é uma equipa organizada e sai em posse. Não tem nada a ver com equipas que chutam para a frente, sem receio de abordar o jogo, de frente, e que criou, por exemplo, contra a Sérvia (derrota por 3-1) jogadas com duas bolas no poste. Constrói situações de golo, fruto do trabalho de um selecionador que está na equipa há nove anos. E até a aposta na formação tem dado bons resultados."

Sobre o plantel adversário:

"Só dois selecionados jogam no Luxemburgo. Os restantes jogam na Holanda, Bélgica, Rússia... tudo futebol consistente e parecido com o português. Se se olha para o nome e para os resultados e se Portugal é melhor? Sim, Portugal é melhor, tenho a certeza. É superior, desde que cumpra critérios importantes e esteja ao seu melhor nível em termos de concentração, criatividade, movimentos... se assim estiver, vamos vencer"