José Augusto: "Não há vencedores antecipados"

José Augusto: "Não há vencedores antecipados"

O antigo futebolista português abordou o encontro entre Portugal e Hungria, a contar para a fase de apuramento para o Mundial 2018.

O antigo internacional português José Augusto considera que a vitória da seleção portuguesa no Euro2016 aumentou a responsabilidade de Portugal e, na antecâmara do embate com a Hungria, agendado para este sábado, avisa que "não há vencedores antecipados".

Em antevisão do desafio da quinta jornada do grupo B de qualificação para o Mundial 2018, que irá ter lugar na Rússia, o 'magriço' lembra a importância do estatuto conquistado pela equipa orientada por Fernando Santos, mas também manifesta a sua confiança num triunfo.

"Temos uma equipa boa e somos os campeões da Europa, o que quadruplicou a responsabilidade da nossa equipa. Espero que Portugal possa sair triunfante, mas a Hungria tem consigo também a responsabilidade de mostrar que a escola do futebol húngaro não acabou", afirma.

Para José Augusto, o empate a três golos na caminhada para a conquista do Europeu serve de aviso à equipa das quinas: "Foi um bom jogo e o empate deu a entender que as duas equipas se equivaleram. Claro que é um aviso, há que corrigir determinadas situações, mas isso compete aos técnicos, que sabem como melhor explorar as características dos seus jogadores".

Segundo o antigo jogador, é fundamental o selecionador nacional voltar a focar os jogadores no compromisso com a seleção, depois de cerca de quatro meses a competirem ininterruptamente pelos respetivos clubes.

"É verdade que quatro ou cinco meses a jogar nos clubes e não na seleção pode criar desequilíbrios, mas estou convencido que Fernando Santos é uma pessoa capacitada para controlar essas situações", assevera.

José Augusto pertenceu aos 'magriços' que brilharam no Mundial de 1966, conseguindo o terceiro lugar na prova realizada em Inglaterra, e por isso não esquece o 'brilharete' do triunfo por 3-1 sobre a Hungria na fase de grupos, quando os húngaros eram unanimemente considerados uma das melhores equipas do mundo.

"Guardo as melhores recordações, até porque marquei os dois primeiros golos da seleção e é sempre um facto que fica connosco para sempre. Naquela altura, a Hungria tinha uma equipa extraordinária. Era uma das favoritas à conquista do Mundial e caiu diante de nós", finaliza, com um tom de orgulho na voz.

Portugal está no segundo lugar do Grupo B, com nove pontos, menos três do que a Suíça, que lidera, e mais dois em relação à Hungria, que é terceira classificada.

O Portugal-Hungria está agendado para este sábado, às 19h45, e terá arbitragem do polaco Szymon Marciniak. Três dias após o duelo com os magiares, a seleção lusa tem um jogo particular diante da Suécia, na Madeira.