Premium Novo filão na Polónia: "Aqui ninguém ganha menos de 15 mil"

Novo filão na Polónia: "Aqui ninguém ganha menos de 15 mil"
Manuel Casaca

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Pedro Tiba, um dos 11 portugueses que militam na I Divisão da Polónia, a que se junta Sá Pinto, treinador do Légia Varsóvia, compara a realidade dos dois países e admite que está feliz da vida

Além da contratação de Sá Pinto para treinar o Légia Varsóvia, o futebol polaco tem apostado cada vez mais em jogadores portugueses para um campeonato que tem bons estádios, público nas bancadas, boas condições de trabalho e financeiramente muito vantajoso. Pedro Tiba, antigo médio do Braga e do Chaves, mudou-se para o Lech Poznan e garante que o dinheiro não é tudo. "Podia ter ido para campeonatos melhores, mas comecei a inteirar-me das condições e vim para aqui. Financeiramente foi importante para mim, mas não vim só pelo dinheiro. Vim para um clube muito grande e que tem excelentes condições", recorda, admitindo que precisava de lutar pelos primeiros lugares. "Como em Portugal não consegui chegar a um grande, aqui tenho essa possibilidade. Tenho ainda a hipótese de jogar a Liga Europa e, se formos campeões, até podemos jogar na Champions", recorda.

Com a organização do Euro"2012, a Polónia apostou em novos estádios e autoestradas. "Os estádios são todos novos e temos excelentes condições de trabalho, ao nível dos três grandes de Portugal", assegura quem viveu a experiência dos dois lados. "Em termos de espectadores, o quarto grande de Portugal, o Braga, tem em média nove mil pessoas no estádio. Aqui é muito raro um jogo ter esse número de espectadores, são sempre 25 a 30 mil pessoas nas bancadas."