Fernando Santos: "A substituição que ia fazer não era a saída de Diogo Jota"

Diogo Jota

 foto AFP

Fernando Santos, selecionador nacional

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Declarações de Fernando Santos, selecionador nacional, à RTP3, após a derrota com Espanha (0-1) no Estádio Municipal de Braga, que colocou "La Roja" na final-four da Liga das Nações.

Diogo Jota pediu para sair: "Na primeira parte a equipa estava bem organizada e estava a sair bem, mas chamei a atenção dos jogadores ao intervalo, que estava a faltar-nos circulação de bola para obrigar a Espanha a desmontar, e a faltar alguma agressividade na pressão para podermos recuperar a bola mais rápido. Mesmo assim, criámos mais oportunidades. Ao intervalo disse isso, entrámos muito bem na segunda parte, com a equipa mais subida, a pressionar mais, criámos duas ou três situações. A partir dos 15 minutos, deixámos de conseguir ter bola, a equipa passou a baixar as linhas e a deixar de pressionar e começámos a ter mais dificuldades. Alterei o jogo, o [Diogo] Jota pediu para sair porque estava muito cansado, a substituição que ia fazer não era [a saída d'] o Jota. Ia pôr o Jota numa posição diferente para que a equipa continuasse a poder subir e ter posse de bola. Meti Vitinha e João Mário para ter posse e conseguir jogar. Não conseguimos, começámos a recuar, ainda assim tivemos duas oportunidades grandes para marcar mas não marcámos."

Início da segunda parte: "Nos primeiros 15 minutos da segunda parte a equipa estava a reagir muito bem. Alguns jogadores começaram a acusar algum cansaço, era preciso refrescar a equipa, começámos a tentar, com João Mário, para equilibrar e ter bola, depois com as entradas do Rafael Leão e do Vitinha para ter mais posse, e quando ia fazer substituições para dar força no meio-campo e uma para a frente, acabámos por sofrer um golo."

Jogo serve para fazer algumas correções? "Tem de servir, forçosamente. Temos de manter o nosso padrão de jogo independentemente do adversário. Fizemo-lo durante muito tempo. Houve alguns momentos bons na primeira parte, sempre que tivemos e circulámos a bola. Criámos várias oportunidades, a partir dos 15 minutos da segunda parte fomos abaixo, quando perdemos a capacidade de ter a bola. Espanha começou a empurrar, mas não teve nenhuma verdadeira oportunidade e acabou por fazer um golo. Mas no final dominou o jogo, obviamente."