"Com exibições como esta, vamos derrubar Marrocos e quem nos aparecer à frente"

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 foto AFP

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 foto Leonel de Castro/Global Imagens

Comentário de Jaime Pacheco, treinador de futebol e antigo internacional português

Parabéns a todos, mas parabéns em especial para Fernando Santos e para Gonçalo Ramos. Tenho muito orgulho de ser português, de gostar de futebol, de pertencer a este desporto tão apaixonante e de apoiar a nossa Seleção. Gostei muito desta exibição. Não foi a Suíça que jogou mal, foi Portugal que jogou de forma normal.

Na última crónica tinha sublinhado a importância de jogarmos ao melhor nível e foi isso que aconteceu. Jogámos ao nível que podemos, nenhum jogador fez mais do que aquilo que sabe. Fomos como uma orquestra, afinadíssimos, senhores do jogo, a jogar como grupo e como verdadeira equipa. Quem foi o melhor em campo? Claro que Gonçalo Ramos se destacou pelos três golos, numa estreia de sonho que quero felicitar, mas todos estiveram excelentes. Gonçalo foi, de facto, um ponta de lança. Chutou, cabeceou, atacou e defendeu, mas a exibição de Portugal foi tão completa que põe em atenção todos as outras seleções.

Neste momento, não é exagero se disser que todas as equipas olham para Portugal como provável finalista e potencial campeão! Com exibições como esta, vamos derrubar Marrocos e quem nos aparecer à frente.

Com esta equipa e com a gestão do selecionador, temos tudo para ir longe. Quem é suplente entra com gosto e acrescenta qualidade, como foi exemplo o Rafael Leão: considerado o melhor jogador do campeonato italiano, entrou com aquela vontade, paixão e alegria. E o prémio foi o golo! Aquele quarteto do meio-campo deslumbra, na defesa é tudo muito certinho e os miúdos da frente jogam desinibidos e alegres, com um prazer incrível. Que grande Seleção tivemos neste jogo! Não me lembro de ver uma equipa tão completa, sem pontos mais frágeis. Antes pelo contrário, fomos fortíssimos em todos os aspetos, uma equipa na verdadeira aceção da palavra.

O Brasil, por exemplo, abrandou em certo momento contra a Coreia, mas nós tivemos sempre uma intensidade elevadíssima, como se precisássemos sempre de mais um golo.

Estamos todos com grande entusiasmo porque sentimos, de facto, que podemos ser campeões. Ninguém torce por A, B ou C. Todos os portugueses torcem pela Seleção e a resposta destes jogadores foi esta exibição de grande amor à Pátria. Quando assim é, temos mesmo de sonhar.