Paralímpicos'2016: Atleta brasileira quer convencer belga a desistir de eutanásia

Paralímpicos'2016: Atleta brasileira quer convencer belga a desistir de eutanásia

Susana Schnarndorf Ribeiro sofre também de uma doença rara degenerativa, tal como Marieke Vervoort, que tem planos de se submeter no futuro à eutanásia, mas acredita que o "desporto pode salvá-la e que a vida reserva-nos coisas especiais".

A história de Marieke Vervoort, a belga que sofre de uma doença degenerativa e pretende no futuro recorrer à eutanásia, correu o mundo e causou especial impacto em Susana Schnarndorf Ribeiro, nadadora brasileira.

"A história dela tocou-me muito. Se eu conseguir convencê-la a mudar de ideias em relação à eutanásia será um feito maior do que conquistar uma medalha", afirmou a brasileira, medalha de prata nos 4x50m mistos e também ela portadora de uma doença rara degenerativa.

Marieke Vervoort, de 37 anos, revelou nos Paralímpicos do Rio'2016 ter assinado a documentação com a autorização para praticar eutanásia, em 2008, por viver constantemente com dores e ter uma doença incurável e degenerativa que a fez perder a mobilidade na zona inferior do corpo, mas que não tem data ainda para o fazer.

Susana Schnarndorf Ribeiro, ainda assim, acredita não ser esse o caminho e pretende demover a belga, medalha de prata no 400 com cadeiras de rodas, da ideia de se submeter à eutanásia. "Depois de ter sido campeã mundial em 2013, o meu problema de saúde piorou muito. Tive que aprender a nadar de novo, mudei de categoria e enfrentei muitos desafios. Tive momentos difíceis, mas nunca pensei em desistir. A minha doença, tal como a de Marieke, é bastante grave, mas estamos nuns Paralímpicos. Gostava muito de encontrá-la para lhe pedir que não desista, assim como eu não desisti. Mostrar-lhe que o desporto pode salvá-la e que a vida reserva-nos coisas especiais", acrescentou a nadadora brasileira, durante uma conversa com jornalistas no Hotel Nissan Kicks, em Copacabana.