"Se os jogadores ficam parados, torna-se um jogo de matraquilhos"

"Se os jogadores ficam parados, torna-se um jogo de matraquilhos"
Redação

Declarações de Jorge Jesus, treinador português, em entrevista concedida ao UOL Esporte.

Jogo posicional, consagrado por Pep Guardiola: "Não gosto do jogo de posições. Não é o meu estilo. Mas muitos treinadores de hoje em dia são adeptos dele. É um sistema como tantos outros. Mas só dá certo quando serve de ponto de partida e não como "amarra". Se os jogadores ficam parados à espera da bola e não se movimentam, torna-se um jogo de matraquilhos."

Esquemas táticos: "Todos os treinadores têm os seus esquemas preferidos. Mas dependendo do tipo de atletas que encontram, adaptações e variações são necessárias e importantes. Já joguei com três centrais. Com dois ou três atacantes, com um ou dois médios. O que não adianta é forçar jogadores a cumprir funções para as quais, claramente, não tem as características necessárias."

Futebol apelativo: "Não basta a vitória. É importante ganhar e merecer da plateia uma alta nota artística. O futebol é um show, um espetáculo. É o que procuro em todas as minhas equipas. E conseguimos isso no Flamengo."

Melhor treinador: "O maior treinador de futebol para mim foi Johan Cruijff. Ele revolucionou o desporto."

Poupar jogadores: "Quando a fisiologia me alertava para o desgaste de um ou outro jogador, eu poupava. Mas nunca mais que dois, no máximo, três por jogo. Se tens um prazo de três, quatro dias de intervalo entre uma partida e outra, não vejo motivos para poupar. Mas se és obrigado a jogar de dois em dois dias, aí a coisa muda de figura. Mas, decididamente, não gosto dessa coisa de usar uma equipa inteira de suplentes. Só o faria em situações muito especiais."

Comandar a seleção do Brasil: "Treinar a seleção do Brasil seria um sonho. É o tipo do convite irrecusável."