Luís Castro: aborda "trabalho fantástico" de Amorim e também FC Porto e Benfica

Luís Castro: aborda "trabalho fantástico" de Amorim e também FC Porto e Benfica
Cristina Aguiar

O treinador português Luís Castro, embaixador do Mestrado em Treino Desportivo em Futebol, esteve na Universidade Lusófona a lecionar o módulo "O Papel do Treinador de Futebol em Diferentes Contextos Profissionais". Atualmente, o técnico comanda o Al-Duhail, do Catar.

Como tem visto o campeonato português? "O futebol português não está a encurtar distâncias e está a desenvolver-se e no ano seguinte está a cair. Temos de ter racionalidade. Ninguém tem o futebol num nível num ano e no seguinte está em baixo. Interessa é percebermos que as equipas se batem de forma forte e equilibrada com equipas de determinados campeonatos. Quando encontrarmos as equipas alemãs ou quando encontramos as equipas inglesas não podemos estar ao mesmo nível. Mas com as francesas, espanholas e italianas estamos mais equilibrados. Há duas que se calhar não aguentamos. É um bom sinal para a liga portuguesa poder discutir. Está muito equilibrado, muito bom... se estavam à espera que o Sporting caísse, agora olham e pensam 'será que perde?'. Este ano há mais certeza, o Rúben Amorim fez um trabalho fantástico. O FC Porto está na continuidade do que tem feito e o Benfica apesar de ter oscilado um bocadinho, todas têm, continua colado e continua em aberto na Liga dos Campeões. É a tal racionalidade, termos calma. Um treinador não pode ser bom hoje e mau amanhã. Ou é ou não. Pormos em causa um colega não me parece bem."

Regresso a Portugal? "Como disse há pouco, as coisas acontecem tão de repente. Mas não vejo uma inversão na minha carreira agora. Quando caminhamos para fora, depois queremos aproveitar ao máximo o máximo de experiências para quando voltarmos, voltarmos com a sensação de dever cumprido. É difícil sair, é um dia muito difícil, mas é um dia em que prometemos a nós mesmos que temos de voltar com a missão cumprida. Tenho de cumprir essa missão antes de voltar. É ganhar o máximo de títulos e de experiências. Ainda não está tudo feito. Posso ser despedido amanhã e ficarem muitas coisas por fazer, mas como até hoje nunca fui despedido..."

Tudo cumprido em Portugal? "Todos os treinadores querem ser campeões nacionais e fazer muitas coisas no futebol português. Não houve hipóteses de o ser. Nunca estive numa equipa com esse objetivo. Tive em objetivos de Liga Europa, felizmente conseguimos no Vitória, depois foram objetivos de classificações: sexto, sétimo, não descer de divisão. Portanto, está tudo cumprido."