Josué na Bélgica: "Como sete vezes por dia e sempre com muita sopa"

Josué na Bélgica: "Como sete vezes por dia e sempre com muita sopa"
Tomaz Andrade

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O defesa-central de 25 anos está a fazer um trabalho para ganhar até dois quilos e meio de massa muscular com um plano no ginásio e, sobretudo, com uma mudança no regime alimentar.

Chegou ao Anderlecht com o campeonato em andamento e, entretanto, o clube mudou de treinador. Como está a correr a experiência?

-René Weiler saiu ao fim de três jogos e ficou o adjunto, Nicolas Frutos, tendo depois entrado Hein van Haezebrouck. A experiência está a ser muito positiva. Nunca tinha saído de Portugal e a adaptação está feita. É um futebol muito físico e, por isso, estou a fazer um trabalho para ganhar dois quilos e meio de massa muscular.

Já tinha feito esse trabalho no Vitória...

-Sim, mas aqui é diferente. Além do campo, faço esse trabalho no ginásio e com um plano de alimentação. Aqui como mais; em vez de cinco vezes ao dia, como sete.

Como é que é isso?

-Faço o pequeno-almoço e, no fim do treino, eles preparam-me um batido e uma barra de proteína e sigo para o ginásio. Sem deixar passar muito tempo, almoço no refeitório do clube e incluo sempre muita sopa, algo que não fazia. Em Guimarães saía do treino, ia ao ginásio e almoçava cerca de uma hora e meia depois em casa. À tarde, faço um lanche leve às 15h30 e às 18 horas um lanche pesado, para depois jantar às 20h30. E volto a comer antes de dormir. São sete refeições. O trabalho na Bélgica é mais intenso nos treinos. Além de capacidade técnica, é crucial ter capacidade física. Tive dificuldades no início e com tantas coças quase desmaiava. A componente física era uma das coisas que me faltava. Em Portugal, o futebol é mais rico taticamente e aqui é mais físico; os jogadores aguentam 90 minutos a correr. Normalmente, os jogos partem a meio, com ataques dos dois lados, um pouco ao estilo do antigo futebol inglês.

Como é viver em Bruxelas?

-É bom, mas é uma cidade cara, em que um café pode custar 2,5 euros, e com um trânsito infernal. Moro a oito quilómetros do centro de treinos e demoro meia hora a chegar lá.