André Gomes e a saída do FC Porto: "Custou-me bastante"

André Gomes e a saída do FC Porto: "Custou-me bastante"

Na entrevista à revista Panenka, o médio também falou da passagem por Portugal, desde a formação dos azuis e brancos até Jorge Jesus

A entrevista de André Gomes à revista Panenka teve notoriedade pelo facto do médio ter admitido as dificuldades pelas quais está a passar em Barcelona, mas há outras partes que valem a pena ler.

O internacional português, 24 anos, chegou a ser capitão nas camadas jovens do FC Porto e saiu para o Benfica, de onde se transferiu para Espanha.

"Saí no último ano de juvenil. Porquê? Sinceramente não sei muito bem como explicar, fui capitão durante muitos anos. Custou-me bastante porque não conhecia outra realidade. Para um jovem é muito difícil, ficas um pouco sem apoio, sem chão. Passei mal por isso, estava habituado à realidade do Porto, de sair da escola e ir treinar sempre para o mesmo sítio", admitiu André Gomes.

"Em pequeno era adepto do Porto, porque na minha família todos eram. Mas isso não me impedia de ver a negatividade do futebol. Acho bem que se sinta paixão, mas não sou aquele tipo de pessoa que, quando a equipa não está bem, vai para o estádio assobiar e acorda mal no dia seguinte. Não chego a esse ponto", completou o médio do Barcelona, que explicou a chegada à equipa principal do Benfica.

"Foi tudo muito rápido. Fiz o Europeu de Sub-19 e um pouco da pré-temporada com a equipa B. O Benfica transferiu o Witsel e o Javi García e disseram-me que ia diretamente para a equipa principal, ali fiquei dois anos. Custa, é um nível diferente, mas deu-me muita segurança", lembrou André Gomes, com que comparou Jorge Jesus, que o orientou na Luz e Fernando Santos, selecionador nacional.

"Jesus entende muito de futebol. Em Portugal, dizem que há um espetáculo no relvado e outro no banco, por causa dele. O Fernando tem uma postura mais tranquila, talvez por ter sido professor. De uma forma muito simples, passa todas as ideias que são necessárias. Tem uma fé muito grande no seu trabalho e nos jogadores que tem. Isso dá muita confiança", concluiu o futebolista.