"Estava a esquecer-me do Podence. É o mini Hazard e parece sempre chateado"

"Estava a esquecer-me do Podence. É o mini Hazard e parece sempre chateado"

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António Pires

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No plantel dos lobos, os portugueses dominam e o extremo Pedro Neto só tem palavras positivas a dizer. Leia mais uma parte da entrevista a O JOGO.

Da baliza, passando pela defesa e meio-campo até chegar ao ataque são oito os jogadores portugueses no plantel do Wolverhampton que se apresenta, frequentemente, com mais lusos em campo que muitas equipas nacionais.

Começando pela baliza, pedia-lhe que nos desse a sua opinião sobre os outros portugueses do plantel?
-O Rui Patrício, se calhar pode não transparecer, mas é a imagem da concentração em pessoa. Tem uma concentração incrível e é uma excelente pessoa também. Ajudou-me muito no início. O Nélson Semedo foi uma excelente contratação para a equipa, uma enorme mais valia. É um jogador muito rápido. Um bom colega dentro do balneário, que procura ajudar os mais jovens. É uma pessoa muito simples, que chegou de um dos maiores clubes do mundo e que não teve problemas em adaptar-se a um clube de uma dimensão e peso histórico inferior. Rúben Neves e João Moutinho são os cromos do plantel, talvez sejam com quem passo mais tempo, talvez por termos formas de pensar semelhantes. Dentro de campo são líderes, gostam de jogar, de ter a bola. O Vítor [Vitinha] é talvez o mais reservado, chegou este ano, não fala muito, mas tem muita qualidade técnica. Já o Fábio Silva é um brincalhão, está sempre a rir-se, e é um avançado com imensa qualidade. Estava a esquecer-me do Podence. Esse ainda é mais reservado que o Vitinha. Mas é um jogador muito focado e trabalhador, chamo-lhe o mini Hazard [jogador do Real Madrid], porque tem características parecidas com as dele, muito rápido e veloz, é um personagem. Parece que está sempre chateado, mas é a forma de estar dele.