"Contrataram-me logo em janeiro, numa espécie de acordo de cavalheiros"

"Contrataram-me logo em janeiro, numa espécie de acordo de cavalheiros"
Redação

Cédric Soares realça que sempre sonhou representar o Arsenal.

Cédric Soares leva apenas cinco jogos realizados pelo Arsenal esta temporada, mas promete trabalho árduo para merecer mais oportunidades por parte do treinador Mikel Arteta.

"Em cada clube são necessários dois ou três jogadores que lutem pela mesma posição. O que é absolutamente normal. Se tens receio da competitividade, é melhor não jogares futebol. Respeito e gosto do Hector [Bellerín] e do [Takehiro] Tomiyasu. Dou-me muito bem com eles. Claro que por vezes fico desapontado por não jogar tanto quanto queria, o que também é normal. Se um jogador não se sentir incomodado com isso, acho que é sinal que não gosta do que faz", afirmou o lateral português em entrevista à ESPN, mostrando-se encantado no clube londrino.

"Quando vim para Inglaterra, tive uma conversa com o meu agente [Kia Joorabchian]. E lembro-me de lhe dizer na minha primeira época no Southampton: 'Sabes para onde quer ir? Para lá [Arsenal]'. E ele diz-me sempre: 'Era isto que querias. Agora estás aqui, aproveita'. E é verdade. Consegui chegar aqui. À equipa que sempre quis representar", revelou, lembrando a chegada ao Arsenal em 2020.

"Quando aconteceu [em janeiro] tive algumas ofertas e basicamente estava a assinar a custo zero. Faltavam quatro meses para terminar o meu contrato [com o Southampton]. Lesionei-me na semana antes de assinar pelo Arsenal e foi frustrante porque eu queria vir ajudar, mas eles também sabiam que eu tinha várias ofertas. Eles contrataram-me logo em janeiro [por empréstimo], numa espécie de acordo de cavalheiros. Assinava só em definitivo no verão, porque ficava livre. Não havia nada escrito, nem nada do género. Mas no futebol, a tua palavra também é importante", apontou.