Thierry Correia: a incrível transformação física, o Sporting e o "R" na camisola

Thierry Correia (à direita), jogador do Valência

 foto AFP

Entrevista do lateral-direito português do Valência ao jornal Marca.

Velocidade trabalhada no Sporting: "Desde pequeno, sempre fui muito rápido, mas no Sporting trabalhávamos muito para melhorar. Sinto-me bem, rápido, forte e penso que é um dos pontos fortes do meu jogo.

Transformação física: "Com 20 anos ainda não terminaste a fase de desenvolvimento. Estou a crescer com o trabalho diário. Faço o mesmo que o resto do plantel, mas às vezes vou à tarde fazer um pouco mais, porque gosto."

Laterais-direitos portugueses que passaram pelo Valência [João Pereira, João Cancelo...]: "A posição de lateral-direito em Portugal está muito bem preenchida porque há muitos e bons jogadores. Tenho de fazer o meu trabalho e esperar pela minha oportunidade. Penso que a vou ter se continuar a trabalhar assim."

Vocação ofensiva: "Comecei como avançado, como quase todos os jovens. Mas como gostava de ajudar os meus companheiros de equipa na defesa, um dia um treinador perguntou-me: "O que te parece de jogares a lateral? Eu disse, "sim, pode ser". Eu tinha 13 ou 14 anos e gostei muito."

Começou mal no Valência. Foi injusto? "Não, não é "injusto", é futebol. Há coisas que não se podem controlar e eu não controlei o que as pessoas pensavam de mim. O que eu podia fazer era trabalhar arduamente durante a semana e esperar pela minha oportunidade. E agora que tenho a minha oportunidade, não a posso deixar passar."

Segundo ano foi diferente: "O primeiro ano, com o Celades, foi complicado. Eu joguei duas partidas e ele não me colocou mais. Na pré-época seguinte, disse a Javi Gracia para me deixar ir se ele não contasse comigo. Mas, desde o início, ele avisou-me que tinha de trabalhar, de melhorar muito, porque ainda estava a cometer muitos erros e que se continuasse a trabalhar como estava a fazer desde o início, poderia ter as minhas oportunidades. E tive."

Diferença de tratamento dos fãs na rua? "Tenho notado a diferença, porque como jogo, as pessoas reconhecem-me mais. Nunca me disseram nada de mal. Na rua, sempre me falaram bem. Nas redes sociais, não tão bem."

"Thierry R." na camisa em vez de "Correia": "Rendall é o apelido da minha mãe. Fui criado pela minha mãe e pela minha avó e tem mais significado do que Correia que é o nome do meu pai. Não tenho uma boa relação com o meu pai, por isso não uso o nome Correia na minha camisola."