Palmeiras tenta segurar Abel: várias sondagens e o papel determinante da família

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 foto AFP

Além de uma proposta do emblema saudita, o técnico português já terá recebido outras sondagens, nomeadamente dos EUA. Conversa com a família será determinante para qualquer decisão

Instantes depois de conquistar pelo segundo ano seguido a Taça Libertadores, anteontem à noite com uma vitória por 2-1 sobre o Flamengo, Abel Ferreira, treinador do Palmeiras admitiu ponderar o seu futuro no clube, embora tenha contrato válido até ao final de 2022 e a presidente recém-eleita Leila Pereira, que toma posse dia 15, já tenha assumido que deseja a sua permanência manifestando: "Vou conversar com ele, é extremamente importante para o nosso projeto."

O técnico assumiu algum cansaço, nomeadamente devido ao calendário excessivamente carregado, e fala recorrentemente na ausência da família, mulher e filhas, que continuam a viver em Portugal. Razão pela qual qualquer decisão só será tomada depois de um conversa com a família, sendo certo que Leila Pereira pretende convencer Abel a trazer os seus para junto dele.

Certo é que o treinador português tem clubes interessados nos seus serviços, nomeadamente o Al-Nassr, como no domingo noticiava o "Globoesporte", falando numa proposta concreta do emblema saudita válida por dois anos e meio e com um contrato milionário de 20 milhões de euros. O referido órgão de informação indica ainda que também clubes dos Estados Unidos da América já terão sondado o técnico penafidelense de 42 anos.

Enquanto nenhuma decisão é tomada, e Abel disse que queria estar presente no Mundial de Clubes que se realiza em fevereiro do próximo ano, o treinador do Verdão recorreu às redes sociais para abordar o segredo da conquista de sábado, destacando a união.

"Chegámos onde chegámos graças a atitudes muito fortes: uma grande união, mantemo-nos fechados, um nível muito forte de compromisso, uma grande capacidade de sermos competitivos. Tivemos muitos obstáculos, muitas barreiras, mas também muito apoio e muitas pessoas sempre ao nosso lado: cada um dos jogadores, presidente, toda a Direção, as nossas famílias, os funcionários do Centro Técnico, os nossos adeptos..." , começou por escrever. Depois sublinhou: "Escalámos e vencemos mais uma montanha, elevámos todas as nossas atitudes para outro nível. (...) Como disse a todos os nossos antes do jogo, precisávamos olhar olhos nos olhos e criar uma verdadeira muralha de pedras vivas, de homens, um juramento de que usaríamos todos os nossos recursos, todas as nossas forças, para conquistar esta vitória", antes de concluir: "Confiamos uns nos outros? Sim! Confiamos em nós mesmos? Sim! Todos somos um, sempre estivemos comprometidos em continuar a escrever a nossa história e a proteger o que é nosso. Avanti Palestra!"