Marcos Braz recorda novela do final de 2021: "Jorge Jesus achou que eu ia ficar refém dele"

Jorge Jesus, treinador do Benfica

 foto SL Benfica

Saída do técnico do Benfica e forte interesse do Flamengo marcaram o mês de dezembro do último ano. Em conversa, o dirigente contou mais pormenores sobre todo o processo

A novela do final de 2021 entre Benfica, Jorge Jesus e Flamengo fez correr muita tinta. Marcos Braz, vice presidente do Mengão, recordou a história e lembrou os dias agitados em Lisboa, entre problemas do técnico com os encarnados e os desejos do clube brasileiro.

"Ele achou que eu ia ficar refém dele, porque a pressão do Flamengo era muito grande. Quando ele viu a posição que eu tomei, foi para o clube e, num facto que não tem nada a ver com o Flamengo, ele estava em rota de colisão com o capitão da equipa do Benfica, que é afastado. Quando ele comunica que afastou o capitão, os jogadores não treinaram. Ficaram 50 minutos no balneário, chegou o presidente e outra pessoa e os jogadores disseram que ou o Jorge integrava o jogador ou não treinavam. E o Jorge chegou à conclusão de que a rota de colisão estava muito grande e que não podia ficar. Um dia depois do Flamengo já ter treinador. Quiseram fazer 200 coisas para que se voltasse atrás", afirmou, em conversa na emissora Jovem Pan Esportes.

Braz lembrou que o técnico português, então no Benfica, não achava que o Flamengo pudesse avançar para a contratação de um novo treinador, não esperando, dessa forma, pelo líder que, antes, tinha conquistado vários títulos no Mengão.

"Não dava para esperar para ver o que ia acontecer com o Benfica para ver se o Jorge teria a possibilidade de vir para o Flamengo. Tomámos uma posição. Quando o Flamengo já tinha assinado um protocolo com o Paulo [Sousa], e saiu isso e o staff do Jorge soube disso, nesse dia o Jorge foi para o Benfica e acho que ele não acreditava que eu ia tomar a posição de contratar outro treinador", explicou.