"Houve vários e o mais mediático é o Fábio Paim, foi mal aconselhado"

Fábio Paim

 foto Pedro Correia/Global Imagens

ENTREVISTA >> Luís Gonçalves, ex-selecionador de Moçambique, trabalhou 12 anos na formação do Sporting. Orientou Ricardo Esgaio, destacando a grande evolução deste nos últimos anos.

Luís Gonçalves trabalhou 12 anos na formação do Sporting. Orientou Ricardo Esgaio, destacando a grande evolução deste nos últimos anos.

Dos jogadores que trabalhou no Sporting, alguém que o tivesse surpreendido pela positiva?
-Não posso dizer que me tenha surpreendido, mas destaco a evolução do Ricardo Esgaio. Cresceu muito desde que chegou a sénior, embora tenha sido um jogador que mostrava sempre resiliência e inteligência na leitura do jogo.

Concorda com Rúben Amorim, quando diz que é um jogador que "levava para qualquer sítio"?
-Completamente. É daqueles jogadores que um treinador gosta de ter em campo e também no balneário. Dá tudo para que a equipa tenha sucesso e vai até o fim do mundo para ajudar os colegas a conquistar vitórias. O Rúben Amorim esteve bem naquilo que disse, porque sabe que é um jogador que faz tudo para que ele tenha sucesso.

Pela negativa, quem é que o dececionou?
-Infelizmente, houve vários e o mais mediático é o Fábio Paim, que, em alguns monentos, foi mal aconselhado e não atingiu o nível esperado. Há um jogador que eu esperava que estivesse num outro patamar, que é o Adrien. Está a fazer uma boa carreira, foi campeão europeu, mas agora está a jogar no Emirados Árabes Unidos, quando merecia estar numa liga mais competitiva. Para mim, é um jogador fantástico e com 15 anos já entendia o jogo como um adulto.

Esteve 12 anos a trabalhar nas formação do Sporting. O que a distinguia da dos rivais?
Em Portugal, era pioneira e foi a primeira a ter uma academia. Depois, era também a qualidade dos treinadores e todos desejavam o sucesso dos pares. Não havia aquela ambição de ocupar o cargo do colega. Depois, a prospeção do Sporting na formação também era muito forte.