"Às vezes os jogadores devem rir quando digo para fechar os olhos e imaginar o que acontece"

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras

 foto AFP

Declarações de Abel Ferreira após o apuramento do Palmeiras [triunfo sobre o Atlético Mineiro, 6-5 nos penáltis após empate 0-0] para as meias-finais da Taça Libertadores.

Força mental: "Sobre o lado mental, esta equipa acredita. Vem das mães e pais deles, é fruto dos pais e mães destes jogadores, que devem estar orgulhosos do que eles fazem. A crença e espírito de união por tem muito a ver com eles. A minha cota [de responsabilidade] é de 30 cento, já disse várias vezes. O resto são eles. Não corri, não me desgastei, estava quietinho, eles lutaram até ao fim, foram ao fundo do espírito e das capacidades coletivas."

Acabar com a "maldição" dos penáltis: "No fim, os penáltis são competência e não conheço uma equipa que perde sempre e outra que ganhe sempre. Um dia iríamos ganhar. Hoje eu disse: vai ter que ser hoje, por todo o contexto. Menos um, menos dois... tinha de ser hoje."

Plano de jogo: "Já disse que fazemos planos de jogo. Às vezes os jogadores devem rir quando eu digo para fechar os olhos e imaginar o que acontece no jogo. E eu faço igual com a minha equipa técnica. Crio um cenário e, quando acontece, estamos preparados para dar resposta. Temos o André, o Rogério, o Carlos Martinho, o Castanheira, Tiago. Temos cabeças para pensar bem. Em dois ou três minutos pensamos, inclusivamente, em ter um central, mas não. Colocámos o Dudu como ponta de lança e o Rony para a direita. Deu certo porque eles fazem acontecer. Era olhar para o que estava no plano e segui-lo."

Apuramento depois de superar as duas expulsões: "Mantivemos o comportamento [com jogadores a menos]. Acima de tudo foi com a [classificação no jogo] do River [em 2020] que eu sofri mais, muito sinceramente. Por tudo que estes rapazes têm feito, eles nasceram para fazer história neste clube, é o destino deles. Contra muitas adversidades, muitas mesmo, não foi só o Atlético Mineiro, fomos capazes de forma coletiva a superar estas adversidades. Sou um treinador muito orgulhoso dos meus jogadores, hoje foi a vitória dos adeptos, mais empenho e desempenho dos nossos jogadores."

Expulsões: "A primeira expulsão é justa, conheço o Danilo, sei que ele não é agressivo e maldoso, mas é justo. O segundo, se olharmos para o início do que aconteceu, há uma falta antes, eu até pensei que depois de apitar não poderia expulsar, mas enganei-me. O Scarpa só faz o que faz porque tem um puxão. Mas o senhor árbitro manda, como ao acabar o jogo da forma que acabou. Estava muito chateado. Temos de ser competentes no que fazemos. Expulsou, deixou organizar para bater e acabou. Eu disse ao quarto árbitro. Só criou a confusão por ele. Mas só tenho isso a dizer."