Adrien: a alcunha em Alvalade, a "chamada" de França e a esperança da Seleção

Adrien: a alcunha em Alvalade, a "chamada" de França e a esperança da Seleção
Redação

Em entrevista à revista italiana "Sportweek", e entre muitos outros temas, o internacional português da Sampdória, com 32 anos, revelou ainda sonhar com o regresso à seleção.

Nasceu em França: "Tenho a tranquilidade dos franceses fora do campo e sou explosivo como os portugueses dentro do campo. Resumindo, no dia-a-dia estou sou muito calmo, e no jogo transformo-me: quero sempre mais de mim e dos meus colegas de equipa. Peço, encorajo, exijo."

Seleção francesa: "Falaram comigo quando tinha 16 anos, mas já representava Portugal e eu não queria voltar atrás. Foi uma decisão minha, tal como a de sair de casa, de Bordéus, para ir jogar no Sporting, onde cresci e fiz a minha estreia profissional."

Alcunha de "Professor" em Alvalade, porquê? ​​​​​"É preciso perguntar-lhes. Quem começou, foram os jornalistas, depois os companheiros de equipa, depois foi a família e os adeptos. Fui considerado um líder e eu sabia que o era. Talvez tenha sido devido ao papel, à braçadeira do capitão, o meu papel principal não era apenas no terreno, mas também fora dele. As pessoas não veem esta parte do trabalho, mas para mim é o mais importante."

Quem foi o seu professor no futebol? "O meu pai foi treinador nos escalões amadores e ele percebe de futebol, mas eu diria o meu irmão Jeremy, que é quatro anos mais velho. Ele queria e podia ter sido um bom futebolista, mas teve de desistir aos 20 anos porque foi operado a uma hérnia. Ele fez de mim o que sou: uma pessoa ambiciosa, que tenta sempre dar mais. O meu irmão era um modelo a seguir, um ponto de referência que me esforcei, diariamente, para ultrapassar. Eu queria ser melhor que ele."

Jogadores de referência: "Mais importante do que a pessoa que ensina, é a sua mentalidade. Pode até ter o melhor dos professores, mas se não estiver disposto a aplicar as suas sugestões todos os dias, treinando repetidamente e de forma contínua, então torna-se inútil. No entanto, se tiver de escolher dois nomes, diria Pirlo e Xavi."

Jogadores de referência na visão de jogo, no passe e no remate? "[Na visão de jogo e no passe] Os mesmos. Eram os mais completos. No remate, Cristiano Ronaldo continua a ser o melhor, mas Pirlo também tinha um bom remate de longe, forte e preciso."

O que aconteceu desde a conquista do Euro'2016, altura em que era um dos melhores médios do mundo? "Decidi competir numa liga mais competitiva pelo que escolhi a Premier League. Ranieri queria-me em Leicester, que tinha acabado de ganhar o campeonato, mas não funcionou. Talvez pudesse ter feito mais mentalmente, mas o problema não esteve no atraso de poucos segundos da minha inscrição que me obrigou a esperar até janeiro antes de jogar, ou a minha adaptabilidade ao futebol inglês. O problema foi que, entretanto, Ranieri foi substituído por Puel, que nunca me viu como fundamental no projeto. Eu posso aceitar que as decisões do treinador, e que este não me escolha, mas se é assim, tem de me deixar ir e durante dois anos não o fez, pelo que nesse período desperdicei algumas oportunidades."

Ainda sonha com o regresso à Seleção Nacional? "Sempre. Mesmo nos momentos mais difíceis, nunca perdi a esperança."