Abel salienta atitude de Bruninho, um miúdo-exemplo no Brasil: "Muda mentalidades"

Abel salienta atitude de Bruninho, um miúdo-exemplo no Brasil: "Muda mentalidades"
Redação

Treinador do Palmeiras, após o triunfo sobre o Goianiense, na 31.ª ronda do Brasileirão, salientou que a atitude do jovem adepto do Santos que pedira uma camisola de um jogador do Verdão se trata de uma "atitude que faz mudar a cultura desportiva" do Brasil

Pedido de camisola de jovem adepto do Santos (Bruninho) ao guarda-redes Jailson (Palmeiras): "Com essa situação, grandes figuras do futebol brasileiro uniram-se em prol de uma causa, uma forma de estar no futebol de forma positiva, ou seja, cada um pode escolher seu clube, respeitando os adversários. Foi muito bonito de se ver, figuras que têm peso, que têm responsabilidade, a darem a cara. É isso que faz mudar mentalidades, a cultura desportiva, realmente precisamos de muitos "Bruninhos", que independentemente dos clubes que torçam, que respeitem o adversário e o futebol. O futebol existe no mundo para unir todos os estratos sociais, dos que têm mais capacidade aos que têm menos, onde todos podem desfrutar e torcer pelo seu clube. Às vezes é preciso existir um mau exemplo para as pessoas perceberem o que é cultura desportiva."

Mentalidade da equipa: "O meu orgulho é ver que estão comprometidos a desafiarem-se e a darem o melhor a cada jogo. A diferença que temos visto é a mentalidade desportiva e isso reflete-se no campo. Foi assim contra o Grémio, sofremos um golo e mantivemos o foco nas nossas tarefas, impondo o nosso jogo, sendo disciplinados com e sem a bola. No Santos fizemos a mesma coisa, fomos competitivos e desfrutamos do jogo com a responsabilidade e o objetivo de fazer golos. Hoje [foi] a mesma coisa, entrámos muito focados, muito intensos. Fomos muito comprometidos com nosso objetivo de hoje, que era ganhar sem sofrer golos."

Maior noção de jogar sem posse de bola: "Futebol, para mim, é tempo e espaço. Enche-me de orgulho ver que esses jogadores cada vez mais sabem o jogo sem a bola. Eles percebem que é através do jogo coletivo que representámos a filosofia de jogo que eu acredito, é uma forma de estar na vida e no futebol, onde todos dependemos uns dos outros, todos somos um."