Exclusivo ZOOM - Contra a superliga, marchar, marchar... ou a ver que jeito dá

ZOOM - Contra a superliga, marchar, marchar... ou a ver que jeito dá
António Barroso

O mundo do futebol - organismos, dirigentes e Imprensa - acordou hoje contra a intermitente ameaça da hipotética superliga europeia, competição fechada e proposta a uma elite de 16 emblemas (nenhum português). Depois de uns dias a badalar nos Media, graças a uma fuga de informação (emails trocados entre promotores e clubes convidados), hoje revelam-se os receios face ao poder do dinheiro... que todos querem, melhor ou pior distribuído.

A vertigem do lucro motiva os faraónicos investimentos no futebol. Tornaram-no mais atraente, fizeram dele um espetáculo fantástico e de paixões com intensidade muitas vezes desmedida. Mas essa vertigem é hoje vista como um cancro por responsáveis da sua própria indústria, das tutelas desportivas e dos próprios governos dos países.

Desde logo, o inglês. Ainda hoje se soube, através de uma notícia assinada pelo editor de Desporto da BBC Sports, Dan Roan, que o Executivo liderado por Theresa May considerou, através de uma fonte oficial, que uma superliga europeia "provocaria danos à cultura do futebol inglês".