Yarmolenko insta jogadores russos a contestarem guerra na Ucrânia: "Não dizem nada?"

Yarmolenko insta jogadores russos a contestarem guerra na Ucrânia: "Não dizem nada?"
Redação

Avançado do West Ham, internacional pela Ucrânia, pediu aos colegas de profissão vizinhos a demonstração de "influência" junto da sociedade russa contra a agressão bélica

Enquanto a ofensiva militar da Rússia progride em território da Ucrânia, em desrespeito pela soberania, Andriy Yarmolenko, internacional ucraniano, apelou aos futebolistas russos para que contestem publicamente a ação do Kremlin.

"Tenho uma pergunta para os jogadores russos. Rapazes, por que continuam sentados como idiotas e não dizem nada? No meu país matam as nossas gentes, matam mulheres, matam mães, matam os nossos filhos. E vocês não dizem nada, não fizeram qualquer comentário", disse o jogador do West Ham, de 32 anos.

Num vídeo publicado nas redes sociais, Andriy Yarmolenko, em novo apelo de união, pede para que os jogadores russos "demonstrem influência" junto do povo local e que revelem a oposição à agressão bélica ordenada por Vladimir Putin.

"Digam-me o que aconteceria se estivéssemos todos juntos, unidos... Conheço muitos de vocês e todos me diziam que não devia ser assim e que o vosso presidente [Vladimir Putin] estava a agir mal. Então rapazes, vocês que têm influência em muita gente, demonstrem-na. Por favor", completou.

A Rússia lançou, na passada quinta-feira de madrugada, uma ofensiva militar na Ucrânia, com bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.