Superliga: dirigentes dos clubes fundadores deixam cargos na Premier League

Superliga: dirigentes dos clubes fundadores deixam cargos na Premier League
Redação

Uma exigência dos restantes 14 clubes, desagradados com a ideia de avançar com uma competição à margem da UEFA.

A Superliga caiu por terra, pouco depois de ter sido anunciada a intenção de 12 clubes de avançar com a prova, mas as consequências ainda se fazem sentir. Segundo informa a BBC esta quinta-feira, os dirigentes dos seis clubes ingleses fundadores (Manchester City, United, Tottenham, Liverpool, Arsenal e Chelsea) foram forçados a deixar as funções que exerciam na Premier League, em cargos consultivos.

Esta terá sido, sempre de acordo com a BBC, uma exigência dos restantes 14 clubes, desagradados com a ideia de uma competição à margem da Liga dos Campeões e não reconhecida pela UEFA.

Ed Woodward, vice-presidente executivo do Manchester United e que apresentou já a demissão, com a saída marcada para o final do ano, Tom Werner, presidente executivo do Liverpool, e Ferran Soriano, CEO do Manchester City, estão entre as saídas da Premier League Os dois primeiros deixam o grupo consultivo para as transmissões televisivas. Soriano, por sua vez, e o CEO do Arsenal, Vinai Venkatesham, abandonam o grupo consultivo para a estratégia da Premier League. Bruce Buck, presidente executivo do Chelsea, não continua no comité de Auditoria e Remuneração.

O Tottenham, segundo explica a BBC, não estava representado nos três grupos acima mencionados. As saídas não afetam os direitos de votação dos seis clubes.

A competição, recorde-se, não sobreviveu 48 horas, com várias vozes críticas, desde governos, à UEFA, FIFA, Federações e adeptos, que levaram a maioria dos clubes a recuar, restando Barcelona e Real Madrid, que consideram que esta era uma prova necessária e que ainda haverá possibilidade de avançar.

O sonho liderado pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, juntou 12 dos principais clubes de Inglaterra, Espanha (Atlético, além de Real Madrid e Barcelona) e Itália (Juventus, Milan e Inter), tendo em vista a criação de uma competição anual com 20 equipas, na véspera de a UEFA revelar o formato competitivo da Liga dos Campeões, a partir de 2024/25.