Seis meses após ser preso, Miccoli foi colocado em liberdade condicional

Seis meses após ser preso, Miccoli foi colocado em liberdade condicional
Redação

Ex-futebolista do Benfica, que já cumpriu seis meses da pena, atribuída por cometer crime de extorsão agravada, poderá dedicar-se à gestão de uma escola de futebol, mas tem horas para voltar a casa

Condenado, em 2020, a três anos e meio de prisão, começados a cumprir em novembro último, Fabrizio Miccoli foi colocado, esta sexta-feira, em liberdade condicional, por ordem do Tribunal de Veneza, após recurso apresentado pelo italiano, pelo que irá cumprir o resto da pena fora do estabelecimento prisional.

O ex-futebolista italiano do Benfica, que já cumpriu seis meses de prisão - falta o remanescente - por ter cometido o crime de extorsão agravada, poderá dedicar-se à gestão de uma escola de futebol, mas deve regressar a casa em hora definida.

Além disso, Miccoli não poderá contactar com as vítimas originadas pelo esquema de extorsão, ao qual se associou durante a passagem pelo Palermo, em 2010, ano em que o ex-jogador soube que Giorgio Gasparini, antigo fisioterapeuta da equipa e pessoa de quem era próximo, ficara sem 20 mil euros que tinha investido sob a forma de empréstimo a Andrea Fraggagnini, dono da discoteca italiana Paparazzi.

Decidido a "resolver" a situação, Miccoli, segundo a acusação, contactou um amigo que conhecera como jogador do Palermo, Mauro Lauricella, filho de um dos chefes da máfia, Antonio Lauricella, a cumprir prisão, para recuperar o dinheiro. Miccoli recusou sempre que tivesse intercedido no sentido de tentar que Fraggagnini devolvesse a verba, através de métodos ilícitos, mas foram intercetadas chamadas do ex-Benfica para Mauro Lauricella que suportavam a acusação e que o colocavam em xeque pelas depreciações feitas sobre Giovanni Falcone, juiz assassinado pela Cosa Nostra.