Rooney recorda finais da Champions pelo United e destaca Carlos Queiroz

Rooney recorda finais da Champions pelo United e destaca Carlos Queiroz
Redação

Avançado inglês fez revelações acerca das duas ocasiões em que o Manchester United defrontou o Barcelona na final da Liga dos Campeões

Manchester United e Barcelona defrontaram-se em duas finais da Liga dos Campeões, em maio de 2009 e 2011, embates eternizados no livro 'The Greatest Games', da autoria de Jamie Carragher, no qual Wayne Rooney surge a revelar as estratégias de Ferguson e a destacar o papel de Carlos Queiroz.

O antigo avançado inglês do Manchester United começou por referir que o Manchester United deveria ter adotado, então, uma atitude mais defensiva nos dois embates frente ao Barcelona para poder erguer a 'orelhuda', feito que não lograram, face às duas derrotas.

"Na minha opinião, essa era a única forma de os derrotar. Penso que fez a diferença o Carlos Queiroz ter estado lá. O Carlos era brilhante com o Ferguson [como treinador adjunto]", elogiou o experiente jogador, que partilhou balneário com Cristiano Ronaldo.

Rooney revelou que Carlos Queiroz fazia Ferguson refletir ponderadamente sobre as estratégias e os ímpetos ofensivos e sublinhou que o Manchester United venceu o Barcelona, na meia-final da Champions, em maio de 2008, graças ao técnico português.

"Sempre que o treinador seguia os seus instintos e pensava "vamos atacar", Carlos fazia-o repensar. Foi ele que nos deu as táticas em 2008 e foi a cautela de que precisávamos [para atingir a final]", referiu Rooney.
Wayne Rooney revelou, agora, que a equipa inglesa ficou incrédula no balneário com o plano essencialmente ofensivo traçado por Ferguson para defrontar o Barcelona, na final de 2009.

"Ele disse-nos que os podíamos vencer ao jogar dessa forma, mas depois disse: 'Somos o Manchester United e não vamos ficar de braços cruzados todo o jogo. Vamos atacá-los e fazê-lo da maneira correta'. Estávamos todos ali sentados na reunião a pensar: 'F...-se'", contou.

Rooney confessou também que, na final de 2011, não acreditava que o Manchester United pudesse vencer a equipa de então do Barcelona, "a melhor que já existiu" para o inglês, sob orientação de Pep Guardiola.

"Não pensei que tivéssemos qualquer hipótese de os derrotar. Mesmo quando chegamos ao intervalo empatados [1-1, golo de Rooney], não houve outro jogo que eu realizasse pelo United em que pensasse: "Não há maneira de ganharmos", contou.