Protestos, confrontos e uma polémica que chegou ao futebol: "Matem a merda"

Protestos, confrontos e uma polémica que chegou ao futebol: "Matem a merda"
Redação

Companheira de avançado sérvio do Los Angeles Galaxy com comentários que causaram polémica. Até o clube teve de tomar medidas.

O assassinato de George Floyd originou uma onde de protestos nos Estados Unidos, sendo este o ponto de partida para uma polémica que chegou ao futebol daquele país. Tea Katai, companheira de Aleksander Katai, avançado sérvio do Los Angeles Galaxy, deixou comentários nas redes sociais de teor racista, levando mesmo a uma tomada de posição do clube.

Conta a imprensa internacional que Tea usou uma foto na qual surge uma patrulha policial frente a uma barreira de pessoas em Nova Iorque e pediu às forças policiais para "matarem a merda". Numa outra usou a imagem de uma mulher afro-americana a sair com umas sapatilhas de uma loja pilhada e escreveu "Black Night Matters".

O clube reagiu à polémica. "O LA Galaxy condenou veementemente os posts e pediu a sua retirada imediata. O Los Angeles Galaxy opõe-se fortemente ao racismo de qualquer tipo, incluindo o que sugere violência ou busca degradar os esforços daqueles que buscam igualdade racial", pode ler-se.

Aleksandar Katai, que já vestiu a camisola de Estrela Vermelha e Alavés, entre outros, acabou por pedir desculpa através de uma publicação nas redes sociais. Está nos Estados Unidos desde 2018, quando chegou para reforçar o Chicago Fire.

George Floyd, recorde-se, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos, numa operação de detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Os quatro polícias envolvidos foram despedidos. O agente Derek Chauvin, que pressionou o pescoço de Floyd com o joelho, é acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão, e os restantes vão responder por auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e por homicídio involuntário.