Presidente de La Liga critica ferozmente o PSG: "Destrói o futebol europeu"

Presidente de La Liga critica ferozmente o PSG: "Destrói o futebol europeu"
Redação

Líder do futebol profissional espanhol apontou as perdas de receitas do clube de Paris para questionar o recente investimento no plantel de Pochettino

Javier Tebas, presidente da La Liga, insurgiu-se esta terça-feira contra a gestão financeira do Paris Saint-Germain, que apelidou de "clube-estado", e considerou que a monopolização feita pelo emblema francês assola a sustentabilidade do desporto-rei.

"Os clubes-estado são tão perigosos para o ecossistema do futebol como a SuperLiga. Fomos críticos da Superliga porque destrói o futebol europeu e somos igualmente críticos do PSG. Perdas de 300 milhões de euros com a pandemia, menos 40% de receitas televisivas em França e mais de 500 milhões em salários? Insustentável", tuitou Tebas.

O PSG estipulou, aquando da contratação do argentino, um salário anual de 40 milhões de euros líquidos a Messi, elevando sobremaneira a folha salarial do plantel, na qual se destacam as remunerações de Neymar e Mbappé (36 e 25 milhões por época).

Desta forma, o poderoso clube de Paris vai gastar, anualmente, mais de 100 milhões de euros a pagar salários ao tridente ofensivo da equipa, representando mais de um terço do montante global em custos com ordenados.

Esta capacidade financeira, contraposta com as perdas estimadas entre 250 e 300 milhões de euros nesta época e a redução dos pagamentos pelos direitos televisivos da Ligue 1, só foi possível com a atualização tardia do fair-play financeiro no futebol francês.

Se, por exemplo, a La Liga proibiu despesas com massa salarial acima de 70% da receita do clube, o que causou a saída de Messi do Barcelona, a Ligue 1 adiou, até à época 2023/24, a aplicação da nova regulamentação, favorecendo o super reforço do PSG.

O clube francês deu-se ao luxo de até recusar uma proposta de 200 milhões de euros feita pelo Real Madrid para contratar Mbappé, que rejeitou, por sua vez, tornar-se o mais bem pago do plantel (receberia um salário anual de 45 milhões de euros).