"Os trabalhadores das fábricas que ganham mil euros é que se deviam queixar"

"Os trabalhadores das fábricas que ganham mil euros é que se deviam queixar"
Redação

Presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, concedeu uma entrevista ao jornal Gazzetta dello Sport, na qual o tema Superliga foi incontornável. Tribunal de Justiça Europeu no Luxemburgo vai pronunciar-se nos próximos dias. A nova Champions foi igualmente abordada.

Superliga: "O que direi ao Tribunal da União Europeia? Que a UEFA não é um monopólio. Cada um é livre de estar na UEFA ou não. Pode participar nas nossas taças e organizar as suas. Mas então... é lógico que não jogue nas nossas, não? Seja qual for a decisão do Tribunal, nada muda: a Superliga está morta porque ninguém quer participar. Só vejo três pessoas chateadas com todos [Florentino Pérez, Andrea Agnelli e Joan Laporta] e a querer levar toda a gente ao tribunal."

Decisão: "A decisão tomada será muito importante a um nível simbólico. Mas a União Europeia representa o modelo europeu, que é a razão do sucesso do futebol. Temos o apoio de 20 países. A disciplina independente da UEFA irá avaliar tudo."

Opositores: "Não tenho qualquer relação com Agnelli. Eu estive com Florentino Pérez e respeitei o protocolo, a UEFA não é minha propriedade. Na final [da Champions], em Paris, estivemos lado a lado. Felicitámo-nos, mas foi tudo".

Al-Khelaifi: "O meu bom relacionamento não é com o PSG, mas com o presidente da ECA - na altura, o próprio Al-Khelaifi. É um dos que compreendeu e defendeu o modelo europeu, ao contrário de outros presidentes."

Nova Champions e críticas ao excesso de jogos: "Todos querem mais jogos, ninguém está a desistir de nada. Os clubes pediram dez jogos no grupo da Liga dos Campeões, serão oito, o número certo. As ligas nacionais de 18 equipas seriam mais úteis, mas os presidentes não concordam. Devem compreender que duas taças domésticas - em Inglaterra, a Taça e a Taça da Liga - são demasiadas. É fácil atacar sempre a UEFA e a FIFA, mas o discurso é simples: se jogar menos, recebe menos. Quem se devia queixar são os trabalhadores das fábricas que recebem mil euros por mês."