Nagelsmann avisa: "Posso suportar críticas, mas ameaças de morte são diferentes"

Nagelsmann avisa: "Posso suportar críticas, mas ameaças de morte são diferentes"
Redação com Lusa

Treinador tem recebido centenas de ameaças de morte através das redes sociais

Julian Nagelsmann tem recebido centenas de ameaças de morte através da conta de Instagram, após a eliminação dos bávaros da Liga dos Campeões, revelou esta sexta-feira o técnico alemão.

"Sei que vou ser sempre criticado de todos os lados, é normal e posso lidar com isso. Mas com 450 ameaças de morte no Instagram, é menos fácil", sublinhou Nagelsmann na conferência de imprensa de lançamento da deslocação do Bayern ao terreno do Arminia Bielefeld no domingo, em encontro da 30ª jornada da Bundesliga.

O favorito Bayern foi afastado na terça-feira da liga milionária pelos espanhóis do Villarreal, com um resultado agregado de 1-2 ao longo das duas mãos dos quartos de final.

"Posso suportar críticas, mas ameaças de morte são diferentes. Se as pessoas me querem matar é uma coisa, mas estão a atacar a minha própria mãe, que nem está interessada em futebol", lamentou o jovem técnico, de apenas 34 anos.

E acrescentou: "Não consigo entender. Assim que desligam a televisão, as pessoas esquecem toda a decência. E acham que estão certas, essa é a pior parte".

Questionado sobre a possibilidade de denunciar os autores das ameaças, Nagelsmann considerou que recebeu demasiadas mensagens intimidatórias para que isso seja possível.

"Eu não veria o fim disso. Recebo depois de cada partida, quem quer que seja o vencedor", vincou.

Julian Nagelsmann é o segundo elemento da estrutura do Bayern a ser ameaçado esta semana, após a eliminação surpresa da Champions.

A mulher e o filho do diretor desportivo dos bávaros, Hasan Salihamidzic, também disseram na quarta-feira e na quinta-feira que foram alvo de ameaças, mostrando capturas de ecrãs de mensagens recebidas igualmente através do Instagram.

Nagelsmann disse ainda que não espera que o Bayern aumente as medidas de segurança: "Somos pessoas [e temos vidas] privadas. Não quero provocar ninguém e ninguém veio à minha casa ainda".