La Liga denuncia PSG à UEFA e União Europeia após renovação de Mbappé: "É escandaloso"

La Liga denuncia PSG à UEFA e União Europeia após renovação de Mbappé: "É escandaloso"
Redação com Lusa

Mbappé renovou pelo PSG até junho de 2025.

A Liga espanhola de futebol anunciou este sábado que vai denunciar o Paris Saint-Germain à UEFA e às instâncias competentes da União Europeia pela renovação com o avançado Kylian Mbappé, em defesa do "ecossistema económico do futebol europeu".

Na nota da La Liga, nota-se que o acordo "atenta contra a sustentabilidade económica do futebol europeu, pondo em perigo, a médio prazo, centenas de milhares de postos de trabalho, bem como a integridade desportiva, não só das competições europeias como das ligas domésticas".

Mbappé renovou até 2025 com o PSG, depois de uma longa novela em que, estando em fim de contrato, era desejado pelo Real Madrid, finalista da Liga dos Campeões, cujo título vai disputar daqui a uma semana com o Liverpool.

Segundo o organismo liderado por Javier Tebas, é "escandaloso que um clube como o PSG, que na última temporada perdeu mais de 220 milhões de euros e acumulou prejuízo de 700 milhões" ao longo das épocas, possa "fazer frente a um acordo destas características".

A Liga referia-se ao alegado acordo entre merengues e o avançado de 23 anos, tendo os parisienses, que acusam de "duvidosos" patrocínios, apresentado uma melhor oferta.

Depois de já o ter feito pelo alegado incumprimento do fair play financeiro da UEFA, num processo movido contra os campeões franceses que o Tribunal Arbitral do Desporto decidiu arquivar, La Liga volta a insurgir-se contra o emblema liderado pelo catari Nasser Al-Khelaïfi.

"Tendo o PSG massas salariais inaceitáveis, com grandes perdas económicas, assume uma inversão impossível nesta situação, o que implica, indubitavelmente, o incumprimento das atuais normas de controlo económico não só da UEFA, como do próprio futebol francês", salienta.

Estas condutas levam à denúncia ao organismo de cúpula do futebol europeu, à UE e também às autoridades judiciais francesas.