Jogador do Boca Juniors acusado de tentativa de homicídio e agressão sexual

Jogador do Boca Juniors acusado de tentativa de homicídio e agressão sexual
Redação

Acusação pede prisão preventiva para Sebastián Villa, com expectativa de a pena final atingir os 20 anos de cadeia.

Sebastián Villa, extremo do Boca Juniors, enfrenta uma acusação de tentativa de homicídio e agressão sexual por parte de uma mulher, com a denúncia a já ter chegado ao tribunal de Lomas de Zamora.

Rocío Doldan acusou o jogador de 25 anos com base num episódio alegadamente ocorrido em 26 de junho de 2021, numa casa perto da residência de Villa, em Ezeiza, na Argentina, no qual o colombiano estaria sob a influência de uma grande quantidade de álcool.

Doldan, nesse mesmo dia, foi alvo de tratamento no hospital Penna, em Buenos Aires e, após a submissão da denúncia no tribunal, um promotor argentino decretou que Sebastián Villa está proibido de contactar com a alegada vítima e de sair da Argentina.

A proibição de saída do país já estava em vigor desde 2020, devido a uma acusação de violência de género feita pela ex-mulher do internacional colombiano.

Esta segunda-feira, Roberto Castillo, advogado de Rocío Doldan, revelou que "não há negociação possível" num caso desta dimensão, avisando que "há uma expectativa de uma pena de 20 anos de prisão" para Villa.

"Pode-se determinar prisão preventiva para Villa. Houve uma tentativa de homicídio, abuso sexual e impediram a fuga da menina. A denúncia foi ratificada. Rocío passou cerca de cinco horas a dar o testemunho. Às vezes, tivemos que interromper porque ela quebrou ao depor", contou o advogado, em declarações à imprensa argentina, reproduzidas pelo jornal A Marca.

"Se houvesse um acordo, estaríamos a dizer à sociedade que quem tem dinheiro pode fazer o que quiser. Aqui o Villa tem que cumprir [prisão]", acrescentou.

Castillo referiu ainda que é natural que o jogador continue a ser utilizado pelo Boca Juniors durante esta fase de processo, devido ao critério de "presunção de inocência" e criticou a Federação argentina de futebol (AFA), por não ter reagido à acusação contra Villa.